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Embaixador celebra destaque para arte italiana no Brasil

24/11/2018 14h43

BRASÍLIA, 24 NOV (ANSA) - Por Darío Pignotti - O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, manifestou sua satisfação pelo intenso trabalho realizado neste ano, ilustrado pelas duas mostras de arte que acontecem simultaneamente em Brasília e Rio de Janeiro.   


"Este ano foi realmente extraordinário, com essa exposição que estamos inaugurando aqui em Brasília, dedicada a artistas italianos contemporâneos, e a do Rio de Janeiro, com obras barrocas do século 15", disse Bernardini.   


A mostra "Classicismo, Realismo, Vanguarda: Pintura Italiana no Entreguerras" começa neste sábado (24), no amplo prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na zona leste de Brasília. "Espero que essa iniciativa seja de interesse do público brasileiro, porque é uma porta de entrada para conhecer a cultura italiana desse período e o grande patrimônio de pinturas italianas que existe no Brasil." "Estamos trabalhando muito para promover a cultura italiana, fundamentalmente para mostrar a influência sobre a arte brasileira no período histórico que se inicia com o fim da Primeira Guerra Mundial", acrescentou. "Temos de lembrar a problemática vida social italiana desse período entreguerras, com muita instabilidade, pobreza, o período do fascismo, frente ao qual os artistas reagiram de forma diferente." O conjunto de obras apresentado em Brasília pertence à coleção de Francisco Matarazzo Sobrinho e Yolanda Penteado, que se encontra no Museu de Arte Contemporânea (MAC) de São Paulo.   


"Nessas pinturas vemos a riqueza da herança italiana, que não é apenas a contribuição econômica dos imigrantes que trabalharam na agricultura e na indústria do Brasil. Também há uma participação cultural, como mostra o mecenato de Francisco Matarazzo", salienta Bernardini.   


O embaixador conversou com a ANSA no Centro Cultural, onde também funciona o gabinete de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, descendente de italianos. "O fato de que o novo presidente tenha origem italiana demonstra que os italianos estão totalmente integrados no Brasil, quer seja com um mecenas como Matarazzo, quer seja com um presidente como Bolsonaro, e também com ministros, magistrados, governadores, militares de origem italiana", afirmou.   


Bernardini retoma o fio pictórico da conversa ao ressaltar a riqueza de uma exposição de autores diversos, como Giorgio de Chirico, Felice Casorati, Carlo Carrà ou Alfredo Basaldella, entre outros. "É uma enorme satisfação poder apresentar ao público de Brasília nesta exposição a obra 'Autorretrato', de Amedeo Modigliani, que é sem dúvidas a mais importante desta coleção', destacou.   


A curadora, professora Ana Gonçalves Magalhães, da Universidade de São Paulo (USP), disse que esse acervo é possivelmente o mais importante de pintura contemporânea italiana fora de seu país de origem.   


"Essa exposição é resultado de uma espécie de namoro entre a Embaixada da Itália e o Museu de Arte Contemporânea da USP. As 67 obras trazidas a Brasília para essa mostra nos falam que na primeira metade do século 20 houve uma interação grande entre o meio artístico italiano e o brasileiro", observou Magalhães.   


(ANSA)
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