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Netanyahu propõe coalizão ao rival Gantz para governar Israel

19/09/2019 08h24

TEL AVIV, 19 SET (ANSA) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, propôs nesta quinta-feira (19) ao seu principal rival, o ex-general Benny Gantz, a formação de um governo de unidade em Israel após a eleição legislativa não definir nenhum vencedor com maioria absoluta. "Não há outra opção a não ser formar um amplo governo de unidade", afirmou o premier, em um vídeo publicando no Twitter. Na gravação, Netanyahu pediu a Gantz, ex-comandante do exército e líder do partido centrista Azul e Branco, para trabalharem juntos e assim evitar a realização de uma terceira votação. Os resultados oficiais do pleito ocorrido na última terça-feira (17) ainda não foram revelados, mas, segundo a imprensa local, depois de 97% dos votos apurados, Gantz está conquistando 33 assentos no Parlamento contra 31 do partido de Netanyahu, uma diferença mínima. Já a aliança de partidos árabes, aparece em terceiro lugar, seguido do ultra-ortodoxo Shas e do nacionalista Yisrael Beiteinu.   

Com este número, nenhum dos dois principais partidos terá maioria absoluta para formar um governo. "Durante a campanha eleitoral pedi o estabelecimento de um governo de direita, mas, para meu pesar, os resultados das eleições mostram que isso é impossível", disse Netanyahu.   

A mudança de postura do premier israelense, porém, é reflexo de uma imagem enfraquecida, principalmente depois de não conseguir maioria tanto na votação de abril quanto na desta semana. "Benny, precisamos estabelecer um governo de unidade ampla, tão cedo quanto hoje. O país espera que nós dois demonstremos responsabilidade e que busquemos cooperação", reforçou Netanyahu.   

O opositor do chefe do partido de direita Likud, por sua vez, ainda não respondeu à proposta oficialmente. Mas a imprensa israelense informou que os líderes do Azul e Branco rejeitaram a oferta. A proposta também é rechaçada pelos partidos religiosos que apoiam o líder do Likud. Em meio à polêmica, Netanyahu chegou a cancelar sua participação nos debates da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). (ANSA)
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