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Caso suspeito da ômicron na Itália foi vacinado com duas doses

Órgão técnico-científico do ministério italiano da Saúde informou ter identificado uma sequência genética que remete à variante ômicron em amostra retirada do paciente - iStock
Órgão técnico-científico do ministério italiano da Saúde informou ter identificado uma sequência genética que remete à variante ômicron em amostra retirada do paciente Imagem: iStock

27/11/2021 17h22

O paciente identificado como primeiro caso suspeito da variante ômicron na Itália já havia sido vacinado com duas doses contra a Covid-19. A informação foi passada à Ansa por fontes sanitárias da Campânia, região de residência do italiano, mas não se sabe ainda qual foi o imunizante utilizado.

O homem é funcionário de uma multinacional e voltou recentemente de Moçambique, um dos sete países do sul da África para os quais a Itália impôs veto de viagens na última sexta-feira (27).

Seu voo aterrissou em Milão, onde o paciente foi submetido a um exame PCR para o novo coronavírus. Tanto o infectado quanto sua família estão em isolamento, assim como contatos próximos.

O Instituto Superior da Saúde (ISS), órgão técnico-científico do Ministério da Saúde, já informou ter identificado uma sequência genética que remete à variante Ômicron em uma amostra retirada do paciente.

A análise foi feita no laboratório de microbiologia clínica e virologia do Hospital Sacco, em Milão, mas clínicas da Campânia estão trabalhando no sequenciamento completo para confirmar se trata-se mesmo de um exemplar da Ômicron.

"Tendo em vista as notícias dos últimos dias, todas as medidas de precaução foram tomadas imediatamente, e está sendo feito o sequenciamento do vírus para verificar sua natureza", declarou o governador da Campânia, Vincenzo De Luca.

A Itália já proibiu a entrada no país de pessoas que tenham transitado nos 14 dias anteriores por África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbábue, nações situadas na parte meridional do continente africano.

A Ômicron reúne cerca de 50 mutações na proteína spike, espécie de coroa de espinhos que reveste o Sars-CoV-2 e é usada pelo vírus para atacar as células humanas. Como a maior parte das vacinas disponíveis se baseia nessa proteína, existe o temor de que a variante possa ser resistente aos imunizantes.

Até o momento, África do Sul, Alemanha, Botsuana, Bélgica, Hong Kong, Israel e Reino Unido já detectaram casos provocados pela Ômicron. (ANSA).