Mina da Braskem em Maceió pode colapsar, alerta Defesa Civil

SÃO PAULO, 1 DEZ (ANSA) - Uma mina de exploração de sal-gema da petroquímica Braskem na Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, em Maceió, pode colapsar a qualquer momento ainda nesta sexta-feira (1º), alertou a Defesa Civil.   

A área já foi desocupada por causa do afundamento do solo causado pela mineração e a recomendação é que a população evite a região, informou o ministro dos Transportes, Renan Filho.   

As autoridades locais estão reforçando as medidas de controle de monitoramento para reduzir o perigo, tendo em vista que a mina já vinha se movimentado aproximadamente 50 cm por dia.   

Segundo a Defesa Civil Estadual, a mina 18, a que corre o risco de colapsar, afundou 1 metro e seis centímetros do solo nas últimas 48 horas.   

Filho comanda a missão ministerial, determinada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, para o monitoramento da situação na capital de Alagoas.   

Na noite passado, o grupo chegou a se reunir com autoridades do estado para "coletar o máximo de informações sobre a situação e traçar as medidas a serem adotadas com prioridade para garantir a segurança dos moradores da região afetada", segundo nota oficial.   

O ministro explicou que "a movimentação de terra vem se intensificando ao longo dos últimos dias e essa região vem sendo monitorada". "Cerca de 40 mil pessoas de cinco bairros da capital tiveram de deixar suas residências, por causa de um dos maiores desastres ambientais da história do país. A prioridade é permitir que não haja vítimas", afirmou.   

De acordo com o governo de Alagoas, houve cinco abalos sísmicos na área no mês de novembro, e o possível desabamento pode ocasionar a formação de grandes crateras na região.   

Além de representantes do governo do estado e da Defesa Civil de Alagoas, a comitiva também conta com membros dos Ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional, das Cidades, de Minas e Energia, além de técnicos da Defesa Civil Nacional e do presidente em exercício do Serviço Geológico do Brasil.   

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"Não sabemos o impacto exato do possível rompimento dessa mina.   

A preocupação do Governo Federal é relevante e por isso o presidente Geraldo Alckmin já agendou uma reunião com o governador de Alagoas para o próximo dia 5, para debater esse assunto", finalizou o ministro dos Transportes. (ANSA).   

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