EUA: 5 consequências das vitórias de Trump e Hillary nas primárias da Superterça

A Superterça que acaba de terminar é uma data crucial no calendário eleitoral americano.

Foi o dia de primárias simultâneas em 11 Estados. Como em ocasiões anteriores, serviu para consolidar as candidaturas mais fortes nos partidos Republicano e Democrata rumo às eleições presidenciais de novembro.

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Foi o que ocorreu com Donald Trump e Hillary Clinton. Com vitórias em sete Estados cada um, ambos confirmaram a condição de favoritos para obter a nomeação de seus partidos nas convenções que deverão ser realizadas em julho.

O rival de Hillary na disputa democrata, Bernie Sanders, teve uma noite melhor do que o esperado e venceu em quatro Estados, embora a ex-primeira dama e secretária de Estado ainda mantenha uma vantagem cômoda ante o senador por Vermont.

No lado republicano, Ted Cruz conseguiu se impor em três Estados, e Marco Rubio obteve seu primeiro êxito no atual processo de primárias, em Minnesota.

Saiba quais são cinco consequências concretas da Superterça, a rodada mais importante para os políticos que aspiram chegar à Casa Branca.

1. Trump consolida a dianteira no Partido Republicano

Donald Trump, vencedor indiscutível da Superterça no Partido Republicano, mostrou-se forte nos Estados mais conservadores do sul do país, como Alabama e Georgia.

Fez o mesmo em Estados mais liberais do Norte, como Massachusetts e Vermont.

Venceu sete dos 11 Estados em jogo, e está cada vez mais próximo da candidatura.

2. O Partido Republicano acelera o movimento rumo à direita radical

Nos EUA, os dois partidos principais tradicionalmente escolheram candidatos presidenciais moderados e centristas.

Mas, nesta eleição, os eleitores do Partido Republicano vêm se inclinando por Donald Trump, que já manifestou opiniões radicais em temas como imigração, e por Ted Cruz, conhecido por posicionamentos doutrinários conservadores.

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A vitória de Cruz em Oklahoma e principalmente no Texas dá certo fôlego a ele, que é filho de um pastor evangélico cubano, para impedir que Trump seja o candidato.

3. Marco Rubio está ficando sem ar

Muitos comparam as primárias americanas a um reality show. Neste sentido, Marco Rubio, que só obteve uma vitória até agora, poderia ser o próximo participante sob risco de sair da corrida eleitoral.

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Ele vem tentando ser o candidato "moderado" em um partido que deu um giro à direita, e a estratégia parece não ter funcionado.

Rubio disse que mantém sua postulação, embora seja provável que a pressão aumente para que renuncie e permita a unificação do partido em torno de Trump.

Neste momento, Cruz parece ter mais credenciais do que Rubio para ser o rival do controverso bilionário.

4. Hillary Clinton se fortalece com apoio das minorias

Foi uma boa noite para a postulante à nomeação democrata.

Ganhou a principal disputa, no Texas, e conseguiu barrar o avanço de Bernie Sanders na maioria dos Estados sulistas.

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Parece, deste modo, ratificar a tendência observada antes na Carolina do Sul e em Nevada: as minorias étnicas votam mais nela do que em Sanders.

O senador tem predominado em Estados prósperos e mais etnicamente homogêneos, como Vermont, mas perde terreno em vários dos grandes Estados multiétnicos, que refletem melhor o mapa eleitoral do país.

A disputa não está definida a favor de Hillary, mas a ex-secretária de Estado sai da Superterça, sem dúvida, com maior força.

5. Flórida: a batalha final?

A Superterça foi organizada justamente para evitar que a disputa pela nomeação se prolongue mais do que necessário.

Por isso, muitos apostam que a corrida está chegando ao fim, ainda que o processo em alguns Estados ocorra apenas em junho.

O dia definitivo para algumas pré-candidaturas pode ser 15 de março, data das primárias na Flórida.

Pelo lado republicano, possivelmente será a última oportunidade para Marco Rubio, que jogará "em casa".

Uma derrota nesse Estado do sul poderá significar o fim de suas esperanças eleitorais.

Para Trump e Cruz trata-se de um dos Estados mais cobiçados, por ser o terceiro mais populoso do país.

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Isso faz com que a Flórida forneça um número elevado de delegados à convenção nacional de julho, que formalizará o candidato do Partido Republicano.

Uma vitória contundente de Trump na Flórida deixaria as aspirações de Cruz em situação precária.

Do mesmo modo, no campo democrata, um triunfo claro de Hillary aumentaria ainda mais a expectativa sobre sua nomeação para enfrentar o candidato republicano na eleição geral de novembro.

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