Saiba qual grupo étnico mais bem pago nos EUA (dica: não são os brancos)

  • AFP

    Diferenças étnicas ajudam a entender a renda dos grupos nos Estados Unidos

    Diferenças étnicas ajudam a entender a renda dos grupos nos Estados Unidos

Em geral, é sabido que nos Estados Unidos os grupos étnicos negros e hispânicos têm renda menor que a média da sociedade. E que as mulheres ganham menos que os homens.

Mas o que talvez cause surpresa é ouvir que os homens brancos não estão no topo da pirâmide de renda média da sociedade americana, como muitos suporiam.

Na realidade, essa distinção é para os homens americanos de origem asiática, segundo um relatório do Centro Pew, organização privada de pesquisa baseada em Washington.

O documento revela que, em 2015, a renda média por hora de um americano de origem asiática foi de US$ 24. Já um homem branco ganhou US$ 21. Um negro, US$ 15. No fim da lista, estão os hispânicos, que receberam, em média, US$ 14 por hora, quase 40% a menos que o asiático.

Quando os dados são ajustados levando em conta o nível educacional, os resultados são semelhantes.

O salário média do asiático-americano com diploma universitário foi de US$ 35 a hora. Para um branco, de US$ 32. O hispânico médio ganhou US$ 26. Neste caso, os negros passaram para o último lugar, com apenas US$ 25.

Mulheres

O estudo do Pew indica que as diferenças entre homens de etnias diferentes se mantém para mulheres.

 

Diferenças salariais por grupo étnico nos Estados Unidos

·         US$24 Renda média por hora de um homem de origem asiática

·         US$21 Renda média por hora de um homem anglo-saxão

·         US$14 Renda média por hora de um homem de origem latina

 

Entre as mulheres, o grupo étnico mais bem pago é novamente o das asiáticas, com US$ 18.

Elas superam os US$ 17 por hora pagos, em média, às mulheres brancas.

Uma negra ganha, em média, US$ 13, e uma hispânica, US$ 12.

A minoria modelo

Os imigrantes da Ásia nem sempre tiveram uma recepção amigável nos Estados Unidos.

No século 19, milhares de cidadãos chineses chegaram à Califórnia para trabalhar na construção da ferrovia transcontinental, enfrentando leis abertamente discriminatórias -- que, em alguns casos, se mantiveram vigentes em parte do século 20.

Durante a Segunda Guerra Mundial, dezenas de milhares de civis americanos de origem japonesa foram enviados a centros de detenção por conta de sua etnia.

Mas desde o final do século 20, à medida que aumentava a chegada de novos imigrantes asiáticos -- além dos já citados, começaram a vir principalmente vietnamitas, indianos, filipinos e coreanos --, também começou a se estabelecer sua reputação de "minoria modelo", devido a seu êxito no mercado de trabalho americano.

Nas universidades mais prestigiadas dos EUA, em particular nos cursos de Ciência, Tecnologia e Matemática, frequentemente considerados os mais exigentes, é notória a representação de asiáticos, especialmente comparados com o número total de asiáticos-americanos na população.

No total, os americanos de origem asiática chegam apenas a 5% da população total do país.

Mas na Universidade Harvard, por exemplo, eles são 22% dos estudantes, segundo dados da universidade.

Na também prestigiada universidade MIT, 1.254 dos 4.500 estudantes de graduação são asiáticos, cerca de 27% do total.

Minoria em ascensão

O êxito de tantos asiáticos nos estudos colaborou para que eles ocupassem posições economicamente sólidas na sociedade americana.

Atulamente, a população de origem asiática nos EUA é estimada em 18 milhões.

Desses, pouco mais de 4 milhões têm família proveniente da China, informa o Pew.

Há também 3 milhões de pessoas de origem filipina e outros 3 milhões de origem indiana.

Segundo a pesquisa, 49% deles têm diploma universitário, comparado com 28% para a população americana em geral.

Já 11% deles estão abaixo do nível de pobreza, comparado com 12% da população americana como um todo.

Richard Fry, do Pew, disse à BBC Mundo que "pelo menos desde 2003 os americanos-asiáticos têm renda doméstica superiores à média".

Fry atribui isso, entre outros fatores, a seu alto nível de formação acadêmica. Mas ele ressalta que algumas comunidades dentro da minoria asiática não tiveram tanto êxito.

Maior população imigrante

E o número de asiáticos nos EUA vem crescendo.

Eles substituíram os latinos em geral, e os mexicanos em particular, como a principal fonte de imigrantes para os EUA.

Desde 2008, o número de imigrantes asiáticos superou o de hispânicos. Cerca de 1 a cada 3 recém-chegados aos EUA são provenientes de um país da Ásia.

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