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Doria mantém pré-candidatura à Presidência em dia marcado por reviravoltas

Leandro Prazeres - Da BBC News Brasil em Brasília

31/03/2022 18h01

Possível desistência do governador na corrida presidencial foi especulada na manhã desta quinta-feira (31/3).

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), manteve sua pré-candidatura à Presidência da República em um dia marcado por rumores de que ele desistiria de disputar o Palácio do Planalto.

O anúncio foi feito durante um evento com prefeitos e vereadores do estado de São Paulo nesta quinta-feira (31/03).

"Quero dizer a vocês: sim, serei candidato à Presidência da República pelo PSDB", afirmou Doria durante um pronunciamento.

A possível saída de Doria da disputa presidencial foi divulgada nesta quinta-feira por diversos veículos, como o jornal Folha de S Paulo. Ao longo do dia, ele chegou a enviar uma mensagem de áudio para a colunista Mônica Bergamo afirmando que a informação era uma "especulação".

A suposta desistência teria sido tomada após o anúncio feito pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, de que permaneceria no PSDB.

A decisão do gaúcho foi interpretada como uma nova tentativa de Leite de construir sua candidatura à Presidência apesar de ele ter perdido as prévias do PSDB para Doria, no ano passado. Havia a expectativa de que ele trocaria o PSDB pelo PSD para disputar o Palácio do Planalto.

Apesar dos rumores, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, divulgou uma carta informando que Doria permanecia como candidato do partido à Presidência.

De tarde, Doria fez um pronunciamento confirmando sua candidatura. Em seu discurso, Doria voltou a se colocar como uma alternativa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que lideram as principais pesquisas de intenção de voto.

"Pesquisas mostram que nem Bolsonaro e nem Lula têm a confiança da maioria dos brasileiros. Nós estamos numa disputa de rejeitados. A desaprovação de um de outro é o que alimenta o voto de um contra outro e não o voto a favor. Agora é hora do voto a favor do Brasil", disse Doria.

Apesar das reviravoltas, Doria enfrenta dificuldade para se consolidar como um candidato competitivo na disputa à Presidência. Pesquisa divulgada na semana passada pelo Datafolha mostrava Doria com 2% da preferência dos entrevistados, o que o colocava atrás de outros nomes da chamada "terceira via" como o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União Brasil).

Moro, aliás, também protagonizou reviravoltas nesta quinta-feira. Em suas redes sociais, ele disse que iria abrir mão da sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto e se filiar ao União Brasil.

Em nota, o ex-ministro da Justiça, que aparecia com 8% na última pesquisa do Datafolha, disse que sua decisão tinha o objetivo de "facilitar" as negociações para a construção uma candidatura única dentro do que ele chamou de "centro democrático".

Para disputar a presidência, Doria vai deixar o comando do governo de São Paulo nas mãos do vice-governador, Rodrigo Garcia (PSDB), que é pré-candidato ao governo paulista. Esta é a segunda vez consecutiva que Doria abandona um cargo para se candidatar a outro posto. Em 2018, ele renunciou ao comando da Prefeitura de São Paulo para disputar o governo do estado.


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