Terroristas usam nome de Deus em "violência sem precedentes", diz Papa

Em celebração da Sexta-Feira Santa, pontífice argentino diz que seguidores de religiões que realizam atos de fundamentalismo ou terrorismo profanam o nome de Deus. Ele critica ainda a reação da Europa à crise migratória.

O papa Francisco condenou nesta sexta-feira (25/03) a "violência sem precedentes" do grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI), afirmando na celebração da Sexta-Feira Santa que os seguidores de religiões que realizam atos de fundamentalismo ou terrorismo profanam o nome de Deus.

Sobre os refugiados e imigrantes, o pontífice argentino criticou também o que chamou de "consciência insensível e anestesiada" da Europa, e a traição dos padres pedófilos, que "roubam a dignidade dos inocentes".

A segurança estava maior do que de costume na tradicional procissão de Via Crúcis nas proximidades do Coliseu de Roma, na Itália, depois dos ataques em Bruxelas que mataram ao menos 31 pessoas. O reforço policial veio de outras cidades italianas, de acordo com fontes da área de segurança.

Numa fala emotiva no final da procissão, o Papa condenou "expressões de fundamentalismo e atos terroristas cometidos por seguidores de algumas religiões, que profanam o nome de Deus e que usam o Nome Santo para justificar a sua violência sem precedentes".

Na quinta-feira, o pontífice classificara os ataques a bomba em Bruxelas, que mataram e feriram pessoas de mais de 40 países, de um "gesto de guerra". Na Sexta-Feira Santa, cristãos lembram o dia em Jesus foi crucificado.

O papa Francisco também se referiu à decapitação de cristãos no Oriente Médio e aos que são forçados a deixar seus lares. "Ó Cruz de Cristo, hoje também nós vemos você aparecendo nas nossas irmãs e irmãos mortos, queimados vivos, com gargantas cortadas e decapitados pelas lâminas bárbaras em meio ao silêncio covarde", afirmou para milhares de pessoas que acompanhavam a celebração.

"Ó Cruz de Cristo, hoje também nós vemos você nos rostos das crianças, das mulheres e pessoas, exaustas e temorosas, que fogem da guerra e da violência e que frequentemente somente acham morte e muitos Pilatos que lavam as suas mãos", disse.

O Papa condenou políticos que alimentam os conflitos e "negociantes de armas que alimentam o caldeirão da guerra com o sangue inocente dos nossos irmãos e irmãs, e dão a seus filhos pão molhado em sangue para comer".

Ele declarou que a reação da Europa à crise migratória tem sido reduzida pela "nossa insensível e anestesiada consciência", e condenou a destruição do meio ambiente. Depois do ataque de Bruxelas, a Itália intensificou a segurança no que o governo considera "locais sensíveis".

Militantes do Estado Islâmico têm feito ameaças contra alvos católicos em Roma. Neste sábado, o Papa comanda a Vigília Pascal e, no Domingo de Páscoa, realiza a bênção Urbi et Orbi do balcão central da Basílica de São Pedro.

FC/rtr/lusa/efe/afp

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