Polícia indicia Lochte por falsa comunicação de crime

Investigadores concluem inquérito sobre falsa notificação de roubo no Rio de Janeiro e pedem que acusação sobre nadador americano seja enviada à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional.

A polícia do Rio de Janeiro indiciou nesta quinta-feira (25/08) o nadador americano Ryan Lochte por falsa comunicação de roubo e anunciou a conclusão das investigações sobre o caso.

O delegado responsável pela investigação sugeriu que a Justiça faça a expedição de uma carta rogatória para que o nadador, que está nos Estados Unidos, seja informado do processo. Além disso, foi recomendado que uma cópia dos autos seja enviada à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI).

O inquérito foi encaminhado ao Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos no Rio de Janeiro.

A investigação começou após a Lochte ter dito que ele e três nadadores americanos foram roubados ao sair de uma festa no Rio de Janeiro. O grupo, porém, caiu em controvérsias ao contar a história, e a polícia começou a desconfiar dos esportistas. Os investigadores estranharam também que eles não tenham tido seus celulares, relógios ou credenciais da Vila Olímpica roubados.

Após localizar imagens de câmeras de segurança de um posto, a polícia descobriu que os nadadores, na verdade, não haviam sido assaltados, mas sim depredado o local e, depois, foram impedidos de deixar o posto por um segurança enquanto não pagassem pelo prejuízo causado.

A confusão causada pela falsa notificação de roubo no Rio de Janeiro levou Lochte, que possui 12 medalhas olímpicas, a perder seus principais patrocinadores no início desta semana.

CN/lusa/abr/ap

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