Parlamento espanhol rejeita Rajoy em primeira votação

Presidente interino do governo não recebe votos suficientes para reeleição. Vitória, porém, deve vir no sábado em segundo pleito, do qual os socialistas, que representam 85 votos contrários a Rajoy, decidiram se abster.O Parlamento da Espanha rejeitou nesta quinta-feira (27/10) a reeleição de Mariano Rajoy, líder do Partido Popular (PP), como presidente do governo. Foram 170 votos favoráveis e 180 contrários – eram necessários 176 votos para a maioria absoluta num Congresso composto por 350 assentos. Nessa primeira votação, o político recebeu 137 votos de sua própria legenda, o conservador PP, além de outros 32 votos do liberal Ciudadanos e um voto único da Coalizão Canária. Já os contrários vieram de 85 deputados do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), 71 da coalizão de esquerda Unidos Podemos e 24 de outras legendas nacionalistas que completam o Parlamento. No próximo sábado, 29 de outubro, acontece a segunda votação de investidura de Rajoy, que ocupa a chefia de governo de forma interina após tê-la exercido entre 2011 e 2015. No novo pleito, que exige apenas maioria simples, a vitória é praticamente certa, graças à abstenção anunciada do PSOE. No domingo, após dez meses de impasse político, o partido socialista decidiu, por 139 votos a 96, que seus deputados vão se abster de votar contra uma nova candidatura de Rajoy na decisão de sábado. Ao ceder, o PSOE foi muito criticado pela esquerda reunida na coligação Unidos Podemos que, apesar de ter menos deputados do que os socialistas, quer liderar a oposição a Rajoy a partir de agora. Se tudo ocorrer como esperado, e o chefe interino de governo sair vitorioso na votação de sábado, ele pode tomar posse no domingo ou, no máximo, na segunda-feira, 31 de outubro – último dia do mês e prazo limite para evitar a convocação de novas eleições, como estipula a Constituição espanhola. O líder do PP já falhou numa primeira tentativa de investidura em setembro no Parlamento espanhol, quando contou com o apoio do Ciudadanos e da deputada da Coalizão Canária, tanto na primeira como na segunda votação, e a oposição de todos os outros partidos. O Partido Popular foi a legenda mais votada nas eleições de 20 de dezembro de 2015 e 26 de junho deste ano, mas não conseguiu a maioria absoluta ou o apoio necessário para formar um governo. EK/efe/lusa/dpa/rtr

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