Polícia prende mais de 100 em protesto em Belarus

Desde fevereiro, onda de protestos desafia presidente do país, Alexander Lukashenko, no poder há mais de 20 anos. Passeata em Minsk contra governo da antiga república soviética não tinha autorização oficial.Mais de uma centena de pessoas foram presas neste sábado (25/03) em Minsk durante uma manifestação convocada pela oposição e que não havia sido autorizada pela prefeitura da capital bielorrussa, segundo a mídia local. Os opositores, que celebram neste sábado o Dia da Liberdade, em recordação à República Popular de Belarus, proclamada em 25 de março de 1918, desafiaram a proibição das autoridades. Várias centenas de pessoas fizeram uma passeata em direção ao centro da cidade, que foi bloqueado pela polícia. Desde as primeiras horas da manhã, policiais bloquearam os acessos ao lugar previsto para a reunião dos ativistas. Três estações de metrô no centro de Minsk foram fechadas pelas autoridades. Centenas de manifestantes foram impedidos de prosseguir até a Academia de Ciências, onde deveria ocorrer um comício. Alguns manifestantes tentaram passar pelos bloqueios da polícia, sendo detidos. Pouco antes do começo da manifestação, forças especiais da polícia invadiram a sede da organização de defesa dos direitos humanos Vesna-96, proibida pelas autoridades, e detiveram cerca de 60 pessoas, liberando-as horas depois. A manifestação de sábado foi a mais recente de uma onda de protestos no país desde fevereiro, que representam o maior desafio em anos para o presidente Alexander Lukashenko, que governa a ex-república soviética com punho de ferro há quase um quarto de século. Recessão Belarus tem estado em recessão nos últimos dois anos, sofrendo os efeitos da crise econômica na Rússia e da forte queda nos preços do petróleo. As dificuldades levaram às ruas até antigos seguidores de Lukashenko. O estopim dos protestos foi um imposto sobre os cidadãos que trabalham menos de 183 dias por ano, conhecida localmente como lei contra "parasitas sociais". Belarussos afirmam que o imposto pune injustamente aqueles que não conseguem encontrar emprego. Lukashenko voltou atrás e suspendeu o imposto, devido à insatisfação, mas os protestos continuaram. Nas primeiras horas do dia, a polícia bielorrussa deteve o líder opositor e ex-candidato presidencial Vladimir Nekliayev. O político, de 70 anos, foi detido na cidade de Brest, fronteira com a Polônia, quando regressava de trem a Minsk, vindo de Varsóvia, onde havia participado de um debate sobre a situação em Belarus. MD/efe/rtr

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