Protesto contra Temer tem confrontos e vandalismo

Em manifestação em Brasília, policiais usam bombas de efeito moral e spray de pimenta, e manifestantes incendeiam ministério. Temer assina decreto que autoriza emprego das Forças Armadas no Distrito Federal.Esta matéria está sendo atualizada. Pressione Ctrl + F5 Em meio à crise política causada por delações de executivos da JBS, uma marcha em Brasília a favor da destituição do presidente Michel Temer e eleições direitas resultou em confrontos entre manifestantes e policiais nesta quarta-feira (24/05). Depois de um início pacífico, a Polícia Militar (PM) entrou em confronto com manifestantes na Esplanada dos Ministérios. Bombas de efeito moral e spray de pimenta foram usados contra um grupo que tentava furar o bloqueio da PM. Um grupo de cerca de 50 manifestantes depredou as fachadas de pelo menos cinco ministérios, entre eles os do Meio Ambiente, Planejamento e Trabalho. O grupo ateou ainda fogo no interior do Ministério da Agricultura. O incêndio foi controlado pelos bombeiros. Em meio à confusão, Temer ordenou que os prédios da Esplanada dos Ministérios fossem esvaziados e assinou decreto autorizando o emprego de tropas nacionais até a próxima quarta-feira no Distrito Federal. Os manifestantes depredaram também ônibus, placas de trânsito, orelhões, holofotes que iluminam os letreiros dos ministérios e banheiros químicos que foram instalados para o protesto. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, quatro pessoas foram detidas na marcha, sendo três delas por porte de entorpecentes e porte de arma branca. Cerca de 1,5 mil policiais e bombeiros integram o esquema de segurança organizado para o protesto. Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, cerca de 35 mil pessoas participavam da marcha pela tarde. Os organizadores falaram em 100 mil pessoas. Com o tumulto, muitos dos participantes do protesto começaram a deixar a Esplanada dos Ministérios. Chamado de Ocupa Brasília, o protesto foi convocado por centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que organizaram os atos contra o impeachment de Dilma Rousseff. Os manifestantes, vindos de várias regiões do país, partiram do estacionamento do estádio Mané Garrincha e caminharam pelo centro da cidade em direção ao Congresso Nacional. Deputados e senadores da oposição ao governo Temer se juntaram ao protesto. Segurando cartazes com a inscrição "Fora Temer", os manifestantes se posicionaram não apenas a favor da destituição do presidente e de eleições diretas, mas também contra as reformas trabalhista e previdenciária em tramitação. Depois da revelação do áudio envolvendo o presidente e do conteúdo da delação do empresário Joesley Batista, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquérito contra Temer por obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosa. O peemedebista nega as acusações e afirmou que não renunciará. As delações provocaram um terremoto político no país e há uma semana levaram milhares de pessoas às ruas em várias cidades do país pedindo a renúncia de Temer. CN/abr/dpa/rtr/afp/ ots

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