EUA impõem sanções contra Maduro

Entre as medidas está o congelamento de ativos do presidente venezuelano sob jurisdição americana. Anúncio é feito um dia após eleição para representantes da Assembleia Constituinte.O governo dos Estados Unidos impôs nesta segunda-feira (31/07) sanções econômicas diretas contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. As medidas abrangem o congelamento de ativos do venezuelano sob jurisdição americana e proíbem americanos de fazer negócios com o líder venezuelano. A medida foi anunciada pelo Departamento do Tesouro um dia após a eleição dos representantes para a Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela. A votação foi criticada pela comunidade internacional. "As eleições ilegítimas de ontem confirmam que Maduro é um ditador que ignora a vontade do povo venezuelano", afirmou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em comunicado. "Ao sancionar Maduro, os Estados Unidos deixam claro nossa oposição a políticas de seu regime e nosso apoio ao povo da Venezuela que deseja restaurar em seu país a democracia plena e próspera", destacou. Mnuchin alertou ainda que sanções futuras poderão ser aplicadas aos integrantes da Assembleia Constituinte, eleitos no domingo, por estarem minando a democracia no país. O impacto econômico das sanções ainda não é conhecido, pois o governo americano não divulgou se Maduro realmente tem ativos nos EUA e nem o montante deles. O peso deste tipo raro de sanção, no entanto, é muito mais simbólico. Esse foi o segundo anúncio americano de sanções a venezuelanos em menos de uma semana. Na quarta-feira passada, a medida foi aplicada contra 13 funcionários e ex-funcionários do governo da Venezuela por questões como corrupção, repressão de protestos da oposição e apoio ao projeto à Constituinte. O governo Maduro vive uma pressão internacional para cancelar o processo que vai redefinir a constituição da Venezuela de 1999 e é denunciada pela oposição como o último passo do governo Maduro para consumar uma ditadura. Diversos países, incluindo os Estados Unidos, se recusaram a reconhecer os resultados das eleições para os integrantes da Constituinte. Em profunda recessão e meio à grave escassez de produtos básicos, a Venezuela está há quatro meses em ebulição, com protestos quase diários contra Maduro e seu Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Mais de 110 pessoas morreram em confrontos com forças de segurança. CN/efe/rtr/ap

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