Rússia prende suspeito de atentado em São Petersburgo

Serviço secreto russo afirma que encontrou homem teria fabricado e depositado bomba em um armário guarda-volumes de supermercado. Explosão em segunda maior cidade do país deixou pelo menos 18 feridos.O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antiga KGB) prendeu neste sábado (30/12) o suposto autor e organizador de um atentado a bomba contra um supermercado em São Petersburgo, que deixou pelo menos 18 feridos na última quarta-feira.

Oito pessoas continuam hospitalizadas, depois da detonação de um artefato de fabricação caseira dentro de um armário guarda-volumes de um estabelecimento da rede de supermercados Perekriostok, localizado num subúrbio da segunda cidade russa. A bomba continha 200 gramas de explosivos e continha estilhaços, para causar maiores danos.

O FSB não divulgou a identidade nem outros detalhes do suspeito que teria ele mesmo organizado e executado o ataque.

A agência de notícias russa Interfax, entretanto, informou que o suspeito tem 35 anos e seria um residente local que alegou ser membro de um movimento secreto e que estaria sob efeito de drogas.

Para Putin, ato foi ataque terrorista

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a explosão tinha sido um ataque terrorista, apesar de outras versões para o incidente terem sido divulgadas.

Putin anunciou no dia seguinte que deu ordem ao FSB para que os agentes agissem dentro da lei na hora de prender os terroristas. No entanto, ressaltou que, em caso de necessidade, eles poderiam "liquidar os criminosos no ato".

Além disso, ontem, o presidente aumentou as penas de prisão para os crimes de financiamento ou recrutamento de terroristas. Uma lei também introduziu no código penal o delito de propaganda terrorista.

Recentemente, Putin ligou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para agradecer por informações repassadas pela CIA que permitiram frustrar uma série de atentados em São Petersburgo.

O FSB prendeu em dezembro sete pessoas que planejavam, entre outros, um ataque suicida contra a catedral de Kazan, que fica na avenida mais frequentada da cidade.

MD/ap/efe/lusa

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