"Sandy" pode ser um dos 10 furacões mais custosos na história dos EUA

Miami (EUA), 29 out (EFE).- O furacão "Sandy" pode ser um dos dez mais custosos na história dos Estados Unidos, segundo os cálculos de diversos analistas.

A empresa americana Eqecat detalha nesta segunda-feira em seu site que o décimo furacão da temporada na bacia atlântica pode custar ao setor de seguros algo entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões.

Caso se situe no patamar mais alto desses cálculos, "Sandy" pode ser um dos dez mais custosos na história deste país, embora estes cálculos variem muito em função do modo como se contabilizam os custos e o efeito da inflação acumulada.

Sem levar em conta a inflação, os mais caros na história deste país são "Katrina" (2005), que, calcula-se, superou os US$ 80 bilhões, seguido de Wilma (2005), "Charley" (2004), "Ivan" (2004), "Andrew" (1992), "Rita" (2005), que custaram todos eles mais de US$ 10 bilhões.

Levando em conta o efeito da inflação, o mais custoso continua sendo, segundo o Instituto de Informação de Seguros, "Katrina", seguido de "Andrew", "Ike", "Wilma", "Charley", "Ivan", "Hugo", "Rita", "Frances" e "Irene".

"Sandy" se situaria na metade deste ranking segundo os cálculos do Eqecat.

Já antes de tocar terra, "Sandy", que pôs em alerta 20 estados da nação, ocasionou perdas econômicas pelo fechamento de negócios ao longo da zona litorânea, em particular no setor de turismo.

"Esta tempestade tem o potencial de ser maior que o furacão 'Irene', que no ano passado teve um impacto (econômico) de entre US$ 10 bilhões e 15 bilhões", disse Evan Gold, analista da Planalytics, uma empresa dedicada à análise de impacto econômico de fenômenos naturais, em um blog do canal "CNBC".

Além de afetar algumas das áreas mais povoadas do país, ao longo das costas de Nova York, Pensilvânia, Massachusetts e toda a área de Washington, o furacão deixará sua marca "em mercados do interior" desses estados, acrescentou.

"Quando tudo tiver acabado, 'Sandy' terá um impacto em mais de um terço da população dos EUA, e nas zonas mais afetadas o impacto será por perdas em exigências às seguradoras e perda de produtividade, porque as pessoas terão ficado presas em casa", explicou.

Por sua parte, Peter Morici, professor da Faculdade de Negócios da Universidade de Maryland, disse ao "CNBC" que, embora os desastres naturais possam acarretar um maior investimento no setor da construção, "Sandy" tem "o potencial de causar uma destruição épica".

No entanto, considerou que o nível de preparação das autoridades locais, estaduais e federais "deve diminuir as perdas" que possa ocasionar, "especialmente a perda de vidas".

"É provável que 'Sandy' ocasione maiores destruições à propriedade e perdas da atividade comercial ao longo da semana em 25% da economia. Um cálculo inicial de perdas econômicas oscila entre US$ 35 bilhões e US$ 45 bilhões", comentou Morici.

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