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Internacional

Turquia diz que abate de avião russo não afeta luta contra Estado Islâmico

Em Belgrado

03/12/2015 15h34

O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, afirmou nesta quinta-feira (3) que o abate de um avião russo no mês passado pelas forças aéreas da Turquia não afeta seu compromisso em lutar contra o grupo jihadista EI (Estado Islâmico), negando assim a acusação feita por Moscou de parceria entre os governo de seu país e os terroristas.

"O incidente de 24 de novembro, como resultado da violação do espaço aéreo turco, não deve ser confundido com a luta contra nosso inimigo comum que é o Daesh (acrônimo em árabe do Estado Islâmico) e contra o terrorismo", afirmou o ministro.

Ele se reuniu hoje em Belgrado (Sérvia) com seu colega russo, Sergei Lavrov, durante a conferência da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) na qual ambos participam, no primeiro encontro formal dos dois países após o fato que abalou fortemente as relações bilaterais. Por enquanto, nenhuma informação foi divulgada sobre a reunião.

Cavusoglu pediu para que a queda do avião sobre a fronteira turco-síria não seja usada politicamente. A Rússia acusou à Turquia de ter derrubado o avião propositalmente para proteger as rotas pelas quais o EI passa petróleo de contrabando, uma atividade da qual, segundo Moscou, se beneficia o próprio presidente turco e sua família.

Com relação à Síria, o chefe da diplomacia turca lembrou que cinco anos de guerra civil geraram uma série de problemas "para a região e para além dela", como o aumento de atos terroristas e a crise de refugiados.

"Talvez seja algo novo para a Europa, mas a Turquia está enfrentando esse problema há anos, desde 2011", disse Casovuglu sobre os milhares de sírios que fogem da guerra.

O país recebeu mais de 2 milhões de refugiados sírios e afirma ter gasto com isso US$ 8 bilhões nos últimos cinco anos.

"Vai continuar sendo uma questão latente, que requer cooperação internacional, redistribuição, solução e mais programas de ajuda humanitária", disse o ministro.

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