Apuração oficial continua indicando vitória do "não" no referendo da Bolívia

La Paz, 22 fev (EFE).- O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia informou nesta segunda-feira que 54,3% dos eleitores disseram "não" à reforma da Constituição para permitir uma nova candidatura do presidente Evo Morales em 2019, segundo a apuração oficial, que já contabilizou 80% dos votos.

Essa porcentagem representa mais de 2,3 milhões dos sufrágios, de um total de 4,2 milhões de votos registrados até agora na apuração divulgada no site do TSE.

As pesquisas de boca de urna divulgadas ontem ao término do referendo constitucional também apontavam a vitória do "não" com uma porcentagem que oscilava entre 51% e 52,3%, frente ao 47,7% e 49% do "sim", mas o governo falou de "empate técnico" e pediu que se aguarde a divulgação dos resultados oficiais.

Segundo o relatório do órgão eleitoral, o "sim" obteve 45,6% de apoio, equivalente a mais de 1,9 milhão de votos.

Nos processos eleitorais na Bolívia tradicionalmente se considera válido o resultado das pesquisas de boca de urna e por apuração rápida na noite eleitoral devido à habitual demora da contagem oficial e definitiva, que costuma se prolongar por vários dias.

O presidente Morales pediu hoje para se esperar "com serenidade" os dados oficiais e reiterou que respeitará o resultado porque "essa é a democracia".

Em uma coletiva de imprensa em La Paz, a primeira após a jornada de votação, o presidente disse confiar que o voto das zonas rurais possa reverter o veredito antecipado pelas pesquisas, porque assim ocorreu em outros processos eleitorais na Bolívia.

Mais de 6,5 milhões de bolivianos estavam convocados a votar no referendo que perguntou à população se aceita ou rejeita reformar um artigo da Constituição para ampliar de dois a três os mandatos presidenciais consecutivos permitidos, o que permitiria que Morales se apresentasse às eleições de 2019 na busca de um quarto mandato até 2025.

Morales iniciou sua primeira gestão em 2006, a segunda em 2010 e a terceira em 2015.

Embora a Constituição permita somente dois mandatos consecutivos, o governante pôde apresentar-se ao pleito de 2014 graças a uma decisão do Tribunal Constitucional que considerou que seu primeiro mandato (2006-2010) não conta porque o país foi refundado como Estado Plurinacional em 2009.

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