Evo Morales confia em ganhar referendo com votos da área rural da Bolívia

La Paz, 23 fev (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, expressou nesta terça-feira sua confiança em que os votos das zonas rurais de seu país lhe permitirão reverter os resultados do referendo sobre sua reeleição, nos quais a rejeição chega a 52% e a aprovação a 47,1%, com o 82,75 % das urnas apuradas.

"Sempre ganhamos com o voto do campo, do irmão camponês, e se ganharmos dessa vez, também vai ser com o voto do movimento camponês boliviano", afirmou Morales em um ato com indígenas na cidade de Sica Sica, no planalto de La Paz.

O presidente boliviano também comentou as reações de seus opositores, que comemoram no domingo sua provável vitória após a divulgação das pesquisas de boca de urna, que deram o "não" como opção vencedora com um porcentagem que oscilava entre 51% e 52,3%.

"Os que festejaram no domingo agora acredito que andam arrependidos. Se eles festejaram no domingo, por que agora estão mobilizados? Que sigam festejando. Mas claro, o voto do movimento camponês outra vez lhes fez ficar com medo e agora pedem que não haja fraude", comentou.

O governante afirmou que "nunca houve fraude" e garantiu que seu partido só quer "que se respeite a expressão tão democrática do povo boliviano por meio do referendo do domingo".

Mais de 6,5 milhões de bolivianos estavam convocados a votar no referendo que perguntou à população se aceita ou rejeita reformar um artigo da Constituição para ampliar de dois a três os mandatos presidenciais consecutivos permitidos, o que permitiria que Morales se apresentasse às eleições de 2019 na busca de um quarto mandato até 2025.

Morales iniciou sua primeira gestão em 2006, a segunda em 2010 e a terceira em 2015.

Embora a Constituição permita somente dois mandatos consecutivos, o governante pôde apresentar-se ao pleito de 2014 graças a uma decisão do Tribunal Constitucional que considerou que seu primeiro mandato (2006-2010) não conta porque o país foi refundado como Estado Plurinacional em 2009.

Morales reforçou hoje que respeitará o resultado do referendo, sem importar se lhe seja favorável ou desfavorável.

"Se perdermos vai ser por alguns votinhos. Se ganharmos, também será com alguns poucos votos, mas após dez anos, saberemos que metade do povo ainda segue apoiando o processo", acrescentou.

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