Governo da Colômbia e Farc decidem superar dificuldades e retomar diálogo

Havana, 24 fev (EFE).- O governo da Colômbia e as Farc chegaram a um acordo para superar a "diferenças recentes e normalizar as conversas", com sede permanente em Havana, anunciaram nesta quarta-feira representantes de Cuba e Noruega, países fiadores do processo de paz.

No comunicado, os delegados dos países fiadores não mencionam quando nem como voltarão a Cuba o chefe negociador das Farc, conhecido como "Ivan Márquez" e o guerrilheiro "Joaquín Gómez", acusado de violar as regras estipuladas com o governo de não entrar em áreas urbanas nem fazer manifestações políticas.

"Eles vão continuar cumprindo todos os compromissos assumidos pelas partes em matéria de medidas de desescalada e de construção de confiança", indicou o texto divulgado hoje na capital cubana.

Embora o processo de paz da Colômbia se já esteja na fase final, na semana passada explodiu uma nova polêmica quando o presidente Juan Manuel Santos suspendeu as visitas dos negociadores da guerrilha a seus acampamentos para fazer "pedagogia da paz".

O anúncio de Santos aconteceu depois que foram divulgadas imagens de "Ivan Márquez" e "Joaquín Gómez" em um ato público com civis na aldeia de Conejo, no departamento de La Guajira, escoltados por guerrilheiros armados; uma violação, segundo o Executivo, das regras estipuladas de não ter contato com a população civil, nem fazer manifestações políticas.

Para desbloquear a situação, nos últimos dias foram mantidos intensos contatos com as duas partes, com a mediação dos países fiadores, incluindo uma reunião na segunda-feira passada em Havana entre os chanceleres de Cuba e Noruega, Bruno Rodríguez e Borge Brende.

"Cuba e Noruega agradecem ao governo da Colômbia e as Farc pela confiança depositada nos fiadores e o espírito construtivo com os quais ambas as partes contribuíram para a conquista dos resultados positivos que hoje estamos anunciando", ressalta o comunicado.

Os representantes dos países fiadores reafirmaram também seu compromisso de "contribuir ao avanço das conversas e a conquista, no menor tempo possível, de um acordo final para a terminação do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura na Colômbia". EFE

sga/cdr

(foto) (vídeo)

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