Bélgica diz que desconhecia vínculos terroristas de Ibrahim El Bakraoui

Bruxelas, 23 mar (EFE).- A Bélgica desconhecia os vínculos de Ibrahim El Bakraoui, um dos jihadistas suicidas do atentado no aeroporto internacional de Bruxelas, com o terrorismo quando foi "reenviado provavelmente à fronteira síria" pela Turquia, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Justiça belga, Koen Geens.

A Turquia deteve e deportou à Holanda no ano passado um dos jihadistas que cometeram os atentados de ontem em Bruxelas, segundo o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e vários veículos de imprensa o identificaram como Bakraoui.

"Um dos autores dos ataques em Bruxelas é uma pessoa que detivemos em junho de 2015 em Gaziantep e foi deportado. Informamos à embaixada belga sobre a deportação em 14 de julho. A Bélgica o deixou livre", declarou Erdogan em entrevista coletiva em Ancara.

"Apesar de nossas advertências de que esta pessoa era um combatente estrangeiro, a Bélgica não conseguiu determinar seus vínculos com o terrorismo", acrescentou.

Em relação ao caso, Geens ressaltou que Bakraoui não era conhecido na Bélgica por terrorismo, mas "era um criminoso comum em liberdade condicional" e, de qualquer forma, não foi deportado à Bélgica, e sim à Holanda.

Geens disse não saber com certeza se a Bélgica estava a par desta operação, nem seu governo conseguiu descobrir por que Bakraoui foi deportado à Holanda.

Embora ele tenha sido colocado em liberdade condicional em 2014 na Bélgica, novamente foi procurado pelas forças de segurança porque não tinha respeitado as condições da mesma, segundo a agência de notícias estatal belga.

Os atentados de ontem em Bruxelas mataram pelo menos 31 pessoas e deixaram 300 feridas.

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