Americano detido na Coreia do Norte confessa ter cometido espionagem

Tóquio/Seul, 25 mar (EFE).- Kim Dong-chul, um sul-coreano naturalizado americano preso na Coreia do Norte desde outubro do ano passado por crimes contra o regime, confessou nesta sexta-feira que tentou roubar segredos militares e nucleares.

A agência japonesa "Kyodo" informou que Kim Dong-chul afirmou ter praticado espionagem "em colaboração com sul-coreanos", durante uma entrevista coletiva à imprensa internacional organizada em Pyongyang com a presença de oficiais da Coreia do Norte.

O próprio acusado afirmou que foi preso no dia 2 de outubro em Rason, uma área econômica especial no extremo nordeste da Coreia do Norte perto da fronteira com a Rússia e a China, após ter recebido de outra pessoa um dispositivo USB com segredos norte-coreanos.

A prisão já tinha sido revelada em janeiro por uma emissora americana, que recentemente conversou com Kim Dong-chul.

Kim Dong-chul lamentou "ser um criminoso" e também confessou que, a pedido de um funcionário do governo da Coreia do Sul, tirou fotos de norte-coreanos que pareciam levar uma "vida miserável".

A aparição pública do preso ocorre em meio à intensificação da tensão militar na região, após os últimos testes nucleares e de mísseis de Pyongyang, atos respondidos pela comunidade internacional com mais sanções contra a Coreia do Norte.

Além disso, a Coreia do Sul e os EUA estão realizando, até o final de abril, manobras militares de grande escala, algo que o regime do líder Kim Jong-un considera como um "ensaio" para uma possível invasão de seu país.

A confissão pública de Kim Dong-chul foi feita pouco mais de uma semana depois de a Coreia do Norte ter anunciado a condenação de outro americano detido no país, Otto Frederick Warmbier.

Detido há dois meses, ele foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados por tentar roubar um cartaz de propaganda política no hotel onde se hospedava em Pyongyang.

Warmbier foi condenado pela Corte Suprema da Coreia do Norte depois de ter reconhecido publicamente seu crime no final de fevereiro, uma confissão que pode ter sido forçada.

Além dos casos de Warmbier e Kim Dong-chul, o pastor canadense Hyeon Soo-Lim segue detido no país. Ele foi condenado a prisão perpétua por cometer atos hostis contra o regime.

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