Dois leões escapam de Parque Nacional de Nairóbi e causam temor na população

Nairóbi, 31 mar (EFE).- O Serviço de Conservação da Fauna queniana (KWS) procura em Nairóbi dois leões que escaparam do parque nacional situado na capital, apenas um dia depois que seus agentes mataram um felino que feriu um cidadão fora dos limites da reserva, informou a agência governamental.

A notícia de que outros dois leões vagueiam nos arredores da capital, perto da cidade de Kitengela, chega no meio da polêmica pela morte de "Mohwak", o leão "estrela" do parque de Nairóbi.

"Mohwak foi abatido, infelizmente, como último recurso para evitar ferimentos e a morte de pessoas", informou o Serviço de Conservação em comunicado.

Hoje, uma equipe de helicópteros sobrevoa a capital queniana, a única do mundo que abriga um parque natural dessas dimensões, e seus arredores depois que foram avistados dois leões próximos de Kitengela.

A agência vigiará desde o ar os movimentos dos leões do Parque Nacional de Nairóbi na zona para evitar mais incidentes como o de ontem, que provocou a indignação de instituições e quenianos nas redes sociais.

A Sociedade de Fauna Selvagem do Leste da África (EAWLS) criticou hoje o "massacre insensível e brutal do leão estrela (Mohawk) do Parque Nacional de Nairóbi".

A comunidade local de Isinya, situada a 30 quilômetros dos limites do parque, entrou em contato com o KWS assim que viu o leão e o mesmo foi rastreado durante mais de seis horas para facilitar sua captura, explicou a EAWLS.

"É difícil entender por que a KWS decidiu disparar sem piedade contra o leão a plena luz do dia e perante o olhar do público ao invés de sedar o animal e levá-lo outra vez ao parque", disse o diretor do grupo conservacionista, Julius Kamau.

Após o desaparecimento de Mohawk, o número de leões no Parque Nacional de Nairóbi é de 34, enquanto o país em seu conjunto conta com uma população de 2 mil exemplares.

Este é o último de uma série de incidentes quando os grandes felinos se aproximam dos assentamentos humanos dos subúrbios de Nairóbi.

Em apenas dois meses, leões entraram em contato com habitantes dos arredores de Nairóbi em pelo menos três ocasiões.

O aumento deste tipo de casos está vinculado, segundo Kamau, à expansão de áreas residenciais nos limites do parque e de grandes infraestruturas.

"Se o governo quer proteger o direito das gerações futuras não tem outra alternativa do que abraçar o princípio de desenvolvimento sustentável", ressaltou Kamau, que criticou o grave impacto ambiental destas obras no entorno do parque.

Os vizinhos do Parque Nacional de Nairóbi vivem sob o temor de que os leões ultrapassem as cercas da reserva e ataquem as pessoas ou o gado, embora com frequência estes episódios terminem com a morte dos felinos.

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