Combates entre armênios e azerbaijanos se intensificam em Nagorno Karabakh

Em Baku e Tbilisi

Os combates entre armênios e azerbaijanos se intensificaram nas últimas horas na fronteira do enclave de Nagorno Karabakh, segundo informaram nesta segunda-feira (4) fontes militares de ambos os grupos em conflito.

"Nas últimas horas como resultado das ações de resposta do Exército azerbaijano foram eliminados até 170 soldados e destruídos 12 blindados do inimigo", informou o Ministério da Defesa do Azerbaijão em comunicado.

Segundo a fonte oficial, as tropas armênias e de armênios carabaques foram tomadas pelo pânico e abandonaram suas armas e apetrechos ao serem superadas pelas unidades azerbaijanas.

Enquanto isso, o Exército azerbaijano teria sofrido várias baixas ao tentar romper as linhas carabaques, cujas milícias teriam destruído cinco tanques T-90, com o que subiria para 25 os mortos desde a explosão no sábado das ações militares.

A autoproclamada república de Nagorno Karabakh, que tem menos de 200 mil habitantes, na grande maioria armênios, acusa o Azerbaijão de descumprir seu próprio anúncio unilateral de cessação do fogo.

À margem da guerra de propaganda, na qual teriam morrido várias centenas de soldados em ambos os lados, o Azerbaijão unicamente admitiu até agora 12 baixas em suas fileiras, enquanto a Armênia numerou em 18 o saldo mortal.

Quanto aos civis, o Azerbaijão enterrou no domingo dois jovens, enquanto as autoridades carabaques informaram hoje sobre quatro mortos.

Azerbaijão e Armênia se acusam mutuamente de iniciar as hostilidades e de martelar desde então não só as posições inimigas, mas áreas povoadas a ambos lados da fronteira, uma das mais militarizadas do mundo.

O presidente armênio, Serzh Sargsyan, propôs hoje a cessação das hostilidades pelo controle do enclave, embora condicionade a mesma a que todos os grupos retornem a suas posições iniciais.

Caso contrário, advertiu, "uma maior escalada das ações militares pode acarretar em consequências imprevisíveis e irreversíveis, incluída uma guerra em grande escala", e à parte disso ameaçou reconhecer a independência do Karabakh.

Em resposta, a Chancelaria azerbaijana garantiu que está disposta a aceitar um cessar-fogo, mas antes as tropas armênias devem abandonar Karabakh e a faixa de territórios que ocupam no Azerbaijão, cuja integridade territorial deve ser restabelecida em virtude das resoluções da ONU.

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