Israelense é condenado à prisão perpétua por queimar palestino até a morte

Em Jerusalém

  • AHMAD GHARABLI/AFP

O israelense Yosef Jaim Ben David, de 30 anos, foi sentenciado nesta terça-feira a prisão perpétua pelo assassinato do menor palestino Mohamad Abu Khadir, a quem sequestrou e queimou vivo em 2014 com a ajuda de outros dois menores em Jerusalém, informou o jornal "Yedioth Ahronoth".

Há duas semanas, Ben David foi condenado por um tribunal de Jerusalém pelo assassinato do adolescente de 16 anos, mas a pena foi revelada hoje.

O assassinato de Abu Khadir, que comoveu a sociedade israelense, foi cometido depois do sequestro e morte de três adolescentes judeus na Cisjordânia ocupada, e cujos corpos foram depois encontrados no distrito cisjordaniano de Hebron.

O jovem palestino foi sequestrado no bairro de Jerusalém Oriental onde vivia e levado a uma floresta da parte oeste da cidade, onde foi queimado vivo.

Depois do assassinato, houve uma escalada de violência na região que derivou na última ofensiva militar de grande envergadura de Israel contra as milícias palestinas em Gaza.

Israel vinculou ativistas do movimento islamita com o assassinato dos três jovens judeus.

O processo judicial de Ben David tinha sido interrompido há mais de três meses à espera de que os juízes decidissem se ele era responsável por seus atos no momento do assassinato, já que a defesa havia alegado que ele sofreu um surto psicótico.

Dois relatórios psiquiátricos contraditórios sobre seu estado atrasaram a decisão dos juízes.

AHMAD GHARABLI/AFP

 

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