Ataque deixa 8 policias mortos na região da Caxemira, no norte da Índia

Nova Délhi, 26 jun (EFE).- Um ataque ocorrido ontem na região da Caxemira, no norte da Índia, o pior nos últimos dois anos, deixou oito policiais indianos mortos e mais de 20 feridos, quando os mesmos foram surpreendidos por uma emboscada a poucos quilômetros de Srinagar, a capital de verão da região, informou neste domingo à Agência Efe uma fonte oficial.

A emboscada aconteceu na tarde de sábado na localidade de Pandore, quando dois insurgentes atacaram um comboio policial procedente do sul da Caxemira, explicou o representante do governo indiano na região, Asgar Hassan Samoon.

No ataque, além dos oito agentes, morreram os dois terroristas, acrescentou a fonte.

Durante o funeral das vítimas realizado hoje, a chefe do governo da Caxemira indiana, Mehbooba Mufti, se mostrou "envergonhada como muçulmana que um ataque como esse aconteça durante o mês (sagrado) do Ramadã", segundo a agência local "Ians".

"Deus nos ordenou que deveríamos permanecer afastados de todo ato mau e pecaminoso durante o Ramadã. Fatos deste tipo só difamam a Caxemira", ressaltou Mufti.

O corpo de polícia ao qual pertenciam os agentes mortos destacou a "coragem" dos "mártires" por sua resposta, pois os mesmos, segundo a corporação, "limitaram as perdas humanas ao mínimo".

A organização terrorista paquistanesa Lashkar-e-Taiba (LeT), que luta pela independência da Caxemira ou sua anexação ao Paquistão, reivindicou a autoria do ataque, segundo alguns veículos da imprensa indiana.

Este ataque é o pior na Caxemira indiana desde dezembro de 2014, quando oito soldados, três policiais e seis insurgentes morreram em uma operação contra uma base militar situada perto da fronteira com o Paquistão.

O governo em Nova Délhi acusa o Paquistão de permitir a entrada de insurgentes armados na Caxemira indiana para fomentar as aspirações separatistas desse território, que é dividido entre os dois países.

A Caxemira é a única região da Índia cuja maioria da população é muçulmana e o Paquistão reivindica sua soberania completa desde a partilha do subcontinente em 1947, no fim da colonização britânica.

Ambos os países, que possuem armas nucleares, já travaram duas guerras e conflitos menores pela região da Caxemira.

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