Convenção Republicana nega reivindicações de ala anti-Trump

Em Cleveland

A direção da convenção nacional do Partido Republicano negou nesta segunda-feira (18) as reivindicações da ala "Never Trump" - contrária à candidatura do empresário Donald Trump à presidência dos Estados Unidos pela legenda - para que os delegados partidários possam votar livremente a favor ou contra a nomeação do empresário, o que desencadeou fortes protestos.

Aos gritos, as delegações dos Estados de Utah e Virgínia pediram que os participantes da convenção votem sem que precisem estar em linha com o resultado das primárias, algo que lhes foi negado repetidas vezes.

A intenção de delegados como o senador Mike Lee, de Utah, era forçar uma rebelião contra Trump, que teoricamente tem o número de delegados necessários para ser eleito oficialmente.

O palanque do evento foi tomado pelo caos quando Enid Mickelsen, presidente do Comitê de Regras, deu por aprovadas as normas que regem a convenção, nas quais foi decidido que os delegados votem no mesmo sentido que a maioria dos eleitores das primárias realizadas em seus respectivos Estados.

Liderados por Mike Lee e o ex-procurador geral da Virgínia Ken Cucinelli, os delegados rebeldes pediram que fosse considerada a possibilidade de que cada Estado decidida separadamente dar liberdade de voto a seus membros.

Então, o congressista Steve Womack pediu um voto por aclamação, e o 'sim' teve volume igual ao 'não'. Apesar disso, a presidência da convenção considerou que fosse imposta a vontade dos que pediam o mesmo voto para a totalidade dos 2.472 delegados eleitores.

A princípio, nove Estados pediram que a votação fosse feita por contagem individual, mas no último minuto três deles retiraram esse pedido, passando o número a seis, casualmente abaixo do mínimo de sete Estados necessários para forçar o voto à mão alçada.

"Isto não tem precedentes", afirmou Lee, um dos principais aliados do senador Ted Cruz, segundo pré-candidato mais votado nas primárias, que insistiu que a votação deveria acontecer por contagem, não por aclamação.

"Só o que pedíamos é que cada estado decidisse sua opção. Aparentemente, isso era demais", criticou Cucinelli em um microfone fechado no plenário da convenção no ginásio Quicken Loans Arena.

"Se as regras não importam, então para que dedicamos tanto tempo a escrevê-las", acrescentou o político, um dos que negociavam uma resolução pacífica à rebelião anti-Trump.

Alguns delegados jogaram no chão suas credenciais de participante após ouvirem o veredicto de Womack, uma tentativa frustrada mais da ala oposta à indicação de Trump para boicotar a candidatura do magnata "de última hora".

Na semana passada, a "Never Trump" tentou apresentar durante o debate das normas do Convenção aprovadas hoje uma emenda para que os delegados votassem livremente, algo que foi rejeitado por um comitê de 112 membros.

 

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