Novos desabamentos dificultam acessos à Amatrice

Laura Serrano-Conde

Em Amatrice (Itália)

  • Vigili del Fuoco via Reuters

    Equipe de resgate trabalha nos escombros de uma casa em Amatrice

    Equipe de resgate trabalha nos escombros de uma casa em Amatrice

.As novas quedas de edifícios e de estruturas de pequenas cidades próximas a Amatrice durante a última madrugada provocaram nesta sexta-feira (26) o fechamento de algumas estradas de acesso à região.

Uma das vias foi oficialmente cortada pelas autoridades e os motoristas que querem chegar a este município precisam buscar vias alternativas. A interrupção da circulação também afetou equipes médicas e o Corpo de Bombeiros, que tiveram que contornar para chegar ao local.

Esta região dos Apeninos Centrais atingida pelo tremor de magnitude 6 na escala Richter há dois dias registrou na manhã desta sexta-feria (26) um novo abalo que alcançou uma intensidade de 4,8 graus, o que causou desmoronamentos e gerou preocupação entre as centenas de pessoas que tiveram que passar a noite dentro dos próprios carros ou acampando em tendas. As últimas réplicas afetaram principalmente à Ponte a Tre Occhi, na Estrada 260, um dos principais acessos a Amatrice e por onde chegavam as ajudas à cidade, de acordo com a Defesa Civil italiana.

Mas não é só Amatrice que está com um aspecto devastador, com o centro histórico quase totalmente destruído. Povoados e aldeias próximos também sofreram graves danos.

Já na quarta-feira, horas depois do terremoto mais forte, a estrada principal de acesso a Amatrice foi cortada porque o asfalto apresentava grandes rachaduras que tornavam a circulação perigosa. A chegada ao centro histórico de Amatrice, a parte mais prejudicada e onde ainda permanece erguida, mas muito danificada e com risco de queda, só era possível a pé.

A população retirada de casa foi levada para o lado oposto da cidade, onde os prédios apresentam danos mais leves e onde está situado o acampamento dos voluntários.

Amatrice tem uma geografia montanhosa e está situada na província de Rieti, na região do Lácio, da qual Roma, que fica a 140 quilômetros ao sudoeste, é a capital. Conforme o último censo, Amatrice possuía pouco menos de 3 mil habitantes.

Após o terremoto da quarta-feira, muitas das vias de acesso à região estão com grandes fendas, a maior parte das estradas está sem iluminação e as redes de telefone e internet estão completamente instáveis.

Segundo os últimos dados oficiais fornecidos pela Defesa Civil, 267 pessoas morreram vítimas do terremo, mas o receio é de que o número seja superior, já que vários cidadãos ainda estão desaparecidos.

Drone revela estragos em Amatrice após terremoto

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