Ministro francês afirma que lei contra burquíni seria inconstitucional

Paris, 28 ago (EFE).- O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, afirmou neste domingo que o Executivo não pretende legislar sobre o uso do burquíni porque uma lei contra esse maiô islâmico seria "inconstitucional e ineficaz".

Uma legislação desse tipo, segundo Cazeneuve declarou em entrevista divulgada hoje pelo jornal "La Croix", provocaria "antagonismos e tensões irreparáveis".

A polêmica surgiu na França no início de agosto, quando Cannes foi a primeira cidade a proibir em suas praias essa peça que cobre completamente o corpo da mulher e que seus críticos veem como uma provocação ao laicismo, às normas de higiene e à segurança.

O Conselho de Estado, a máxima instância administrativa do país, revogou na sexta-feira a proibição decretada em Villeneuve Loubet, na côte D'Azur, mas ainda há cerca de 30 municípios onde esse veto segue vigente.

"Acredito mais na força do diálogo que na estratégia perigosa da divisão", declarou hoje Cazeneuve que, ao invés de promover uma legislação específica, disse esperar que os muçulmanos "sigam se comprometendo com a igualdade entre homens e mulheres".

Na opinião do ministro, a França precisa de "tranquilidade": "Certos dirigentes da oposição fazem muito barulho. Pensam que, no contexto atual de ameaça terrorista, se pode abandonar os princípios fundamentais do direito. (...) É um grave erro", concluiu.

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