Processo de impeachment

Presidente de El Salvador recrimina "golpe" no Brasil e fala em rever relações

Em San Salvador (El Salvador)

  • Henry Romero/Reuters

    O ex-guerrilheiro Salvador Sanchez Cerén venceu as eleições em 2014

    O ex-guerrilheiro Salvador Sanchez Cerén venceu as eleições em 2014

O presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, garantiu neste sábado (3) que está disposto a reavaliar a relação diplomática do Brasil, por causa do impeachment de Dilma Rousseff, decisão que classificou como "golpe".

"Estamos acompanhando o que está acontecendo no Brasil, para poder dar outros passos. Estamos dispostos a outros passos, porque não vamos permitir que na América Latina se imponha uma modalidade de golpes suaves para destituir governos que foram eleitos democraticamente", afirmou o chefe de Estado.

Sánchez Cerén, no entanto, não detalhou qual seriam as medidas tomadas, que podem incluir a chamada para consultas do embaixador no país ou até o rompimento unilateral de relações.

O presidente salvadorenho lamentou a decisão dos senadores brasileiros, já que "não se comprovou a responsabilidade criminal" da presidente eleita, que deu lugar para o vice, Michel Temer.

"Esse processo atenta contra a estabilidade democrática e contra os avanços políticos da região", lamentou o Sánchez Cerén.

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