Rússia usará porta-aviões Almirante Kuznetsov em grande ofensiva na Síria

Moscou, 15 nov (EFE).- O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, anunciou nesta terça-feira o início de uma "grande operação de ataques maciços contra o Estado Islâmico e da Frente de Conquista do Levante (antiga Al Nusra) nas províncias sírias de Homs e Idlib", com a participação do porta-aviões Almirante Kuznetsov.

Pela primeira vez na história, o único porta-aviões das Forças Armadas russas entrou em ação de combate, informou Shoigu ao presidente russo, Vladimir Putin, em reunião realizada na cidade russa de Sochi, às margens do Mar Negro, segundo a imprensa local.

"Hoje começaram a decolar deste navio nossos aviões Su-33. Entre os principais alvos estão os arsenais e os centros de treinamento dos grupos armados ilegais, ou melhor dizendo, terroristas", explicou ministro.

Outra embarcação russa posicionada em águas sírias do Mar Mediterrâneo, a fragata Almirante Grigorovich, atacou com mísseis de cruzeiro Kalibr alvos terroristas no país árabe.

A aviação russa mobilizada na Síria, segundo Shoigu, ataca "fábricas que produzem diversas substâncias para a aniquilação em massa da população".

O ministro denunciou que nas últimas duas semanas os jihadistas utilizaram essas substâncias em pelo menos duas ocasiões, com um saldo de três mortes e mais de 50 intoxicados.

Na segunda-feira passada, o porta-aviões russo perdeu um de seus aparatos, um caça MiG-29K que caiu durante um voo de treino. O piloto saiu imune ao conseguir ejetar do avião.

Veículos de imprensa árabes informaram nesta terça-feira que zonas residenciais da cidade de Aleppo foram bombardeadas por aviões e helicópteros militares, sem detalhar a filiação.

No entanto, segundo o governo de Moscou, desde meados de outubro a aviação russa não realiza missões que tenham como alvo a cidade de Aleppo, a fim de facilitar a evacuação de civis e a entrega de ajuda humanitária.

O Kremlin negou supostos planos de ofensiva contra a cidade síria divulgados pela imprensa ocidental, mas disse que, se os jihadistas lançarem uma contra-ofensiva, a Rússia pode mudar de opinião e desistir de prolongar a pausa humanitária.

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