Cazaquistão pede à sociedade civil que lute contra extremismo religioso

Astana, 25 nov (EFE).- A sociedade civil pode representar um grande e importante papel na luta contra o extremismo religioso, disse nesta sexta-feira o ministro de Religião e Sociedade Civil do Cazaquistão, Nurlan Yermekbayev, durante o 7º Fórum Civil realizado em Astana.

"Fazemos um apelo às ONGs e à sociedade civil para que nos acompanhem neste trabalho, já que só através de um esforço conjunto poderemos resistir à difusão destas ideias destrutivas e maliciosas", disse Yermekbayev.

Segundo o ministro, mais de 18 mil ONGs se registraram no Cazaquistão, mas somente 8.500 estão operando ativamente hoje em dia.

Durante a sessão plenária, o vice-primeiro-ministro do Cazaquistão, Imangali Tasmagambetov, também destacou o grande papel das ONGs na vida socioeconômica e pública do país.

"A desradicalização é a área onde o governo e as ONGs devem unir suas forças todo o possível", disse Tasmagambetov.

Segundo números do vice-primeiro-ministro, 22 ONGs operam no Cazaquistão como especialistas no âmbito da religião, um número notavelmente baixo devido aos cerca de 15 mil seguidores de movimentos religiosos não tradicionais.

O presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, agradeceu à sociedade civil sua contribuição para o desenvolvimento do país.

"Uma grande parte do bem-sucedido desenvolvimento do Cazaquistão durante os anos de sua independência está intrinsecamente ligado à contribuição da sociedade civil", comunicou Nazarbayev através de uma carta lida pela secretária de Estado do Cazaquistão, Gulshara Abdykalikova.

O presidente afirmou também que o aumento do papel da sociedade civil é um dos propósitos do Plano Nacional '100 passos concretos para implementar cinco reformas institucionais'.

"Deixem que a atividade criativa e ativa esteja sempre ligada ao bem-estar de nossa sociedade e ao fortalecimento da independência do país!", exclamou o presidente.

O Fórum Civil do Cazaquistão, realizado durante as comemorações do 25º aniversário da independência do país, reuniu representantes da sociedade civil e diversas autoridades públicas com o objetivo de consolidar o diálogo e a cooperação entre o Estado e as ONGs.

O evento, realizado a cada três anos, reuniu hoje mais de 300 pessoas, entre as quais delegados dos foros regionais, parlamentares, membros do governo e representantes de organizações internacionais e de ONGs.

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