Centenas de pessoas marcham em Lima para rejeitar violência contra mulheres

Lima, 26 nov (EFE).- Centenas de pessoas se reuniram neste sábado no centro histórico de Lima para rejeitar a violência contra as mulheres, dentro do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, que foi comemorado na sexta-feira.

Os participantes, em sua maioria integrantes de grupos sociais, civis e feministas, se encontraram na Praça San Martín para de lá marchar por várias avenidas rumo ao Palácio de Justiça, onde realizaram uma manifestação com música, palavras de ordem e cartazes para exigir justiça para as mulheres vítimas da violência.

Na concentração também participou uma delegação do esquerdista Frente Ampla, liderada pela ex-candidata à Presidência Verónica Mendoza.

A Frente Ampla, com a segunda maior bancada no Congresso, com 20 legisladores, afirmou que, além de se somar à rejeição a todo tipo de violência, do Parlamento também lutará "pelos direitos das mulheres."

"Com a coragem das mulheres valentes, marchamos contra todas as violências", podia-se ler em um dos cartazes dos manifestantes.

Liz Meléndez, uma das porta-vozes da organização, declarou que a intenção da passeata foi "expor uma voz de protesto frente ao Estado e a cidadania pela violência contra as mulheres."

Ela afirmou que os feminicídios aumentaram no Peru, já que em 2015 foram 95 e neste ano já somam 108 e 227 tentativas de cometer este crime.

"Vemos que há uma prevalência da violência, mas também queremos refletir que o feminicídio é o resultado de uma cadeia de violência, que é finalmente o último e há uma rede de impunidade que o Estado tem que enfrentar", enfatizou Meléndez.

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