Dois supostos jihadistas morrem durante operação policial em Bangladesh

Daca, 24 dez (EFE).- Pelo menos dois supostos jihadistas morreram neste sábado, entre eles uma mulher suicida, em um enfrentamento com as forças de segurança que se prolongou por 15 horas e que ocorreu perto do aeroporto da capital do país, Daca.

O ministro do Interior de Bangladesh, Asaduzzaman Khan Kamal, confirmou em declarações aos veículos de imprensa a morte dos dois supostos terroristas.

Além disso, afirmou que duas mulheres, junto a duas crianças, se entregaram à polícia durante a operação, na qual uma terceira criança ficou ferida e foi resgatada.

Kamal detalhou que os dois supostos insurgentes mortos eram um homem e uma mulher, mas não revelou detalhes sobre suas identidades.

Uma das mulheres que se entregou às autoridades é a viúva do ex-comandante do Exército Zahid, líder do grupo jihadista Jamaatul Mujahideen Bangladesh (JMB) e que supostamente treinou os autores do ataque ao restaurante Holey Artisan de Daca, que em julho deixou 22 mortos, a maior parte deles estrangeiros, acrescentou.

O líder extremista, de 35 anos e conhecido dentro da organização como Murad, morreu em um enfrentamento similar com as forças de segurança em setembro.

O subcomissário da Unidade Antiterrorista da Polícia Sanwar Hossain explicou à Agência Efe que a suposta jihadista morreu e feriu uma criança ao detonar os explosivos que levava consigo quando as autoridades pediram que se entregasse.

"Saiu com um colete suicida e com uma criança por volta de meio-dia e quando pedimos que se entregasse, explodiu colete", afirmou.

A criança que a acompanhava foi ferida e resgatada com vida, enquanto o outro suposto terrorista morto é um "adolescente" que, segundo as autoridades, poderia ser filho do falecido dirigente do JMB Tanvir Qaderi, acrescentou.

O governo de Bangladesh apontou para o JMB, embora também para a formação política islamita Jamaat-e-Islami (JI), pelos atentados de corte extremista vividos no país desde 2013.

Mais de 70 pessoas morreram em ataques contra blogueiros, intelectuais, membros de minorias religiosas e estrangeiros nos últimos três anos.

Fundado no final dos anos 90 por islamitas que lutaram no Afeganistão, o JMB saltou ao primeiro plano em 2005 com uma série de atentados com bombas de baixa intensidade em 63 dos 64 distritos do país, aos quais seguiram vários ataques suicidas.

Seis de seus líderes foram detidos e executados em março de 2007 e um sétimo foi enforcado no começo de outubro por um desses ataques, mas o JMB estava inativo desde então, ressurgindo em 2013 para realizar os atentados, segundo a Polícia.

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