Kuczynski afirma que Peru analisa "várias alternativas" sobre caso Odebrecht

Lima, 31 dez (EFE).- O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, afirmou neste sábado que seu governo está "analisando várias alternativas" para enfrentar o caso de subornos repassados pela construtora brasileira Odebrecht a funcionários do país entre 2005 e 2014.

Em entrevista à emissora "RPP Notícias", o governante não descartou que se possa apresentar uma denúncia para pedir à Odebrecht uma indenização por danos e prejuízos.

"Estamos analisando várias alternativas. Sem dúvida, uma delas é essa, mas é preciso ver caso por caso também. Porque, se não, vamos entrar em complicações terríveis de julgamentos intermináveis. O Peru perdeu quase todas as arbitragens que fez fora", comentou.

Kuczynski disse estar "absolutamente" a favor sw que a procuradoria torne públicos os nomes dos funcionários estatais peruanos envolvidos no caso dos subornos.

"Está bem, que se conheçam os nomes, mas há muitos nomes, imagino eu", afirmou.

O governante considerou que, apesar dos diretores da empresa brasileira reconhecerem o pagamento de subornos, o assunto deve ser investigado e seguir "o devido processo".

Kuczynski assegurou, além disso, que em seu governo "não há nenhuma frouxidão" sobre este tema, embora tenha lembrado que há empresas filiais de Odebrecht que manejam obras importantes no país, como a linha 1 do metrô de Lima.

"Queremos parar o trem e deixar meio milhão de passageiros sem transporte? Tudo isso tem que ser visto, são problemas complexos. Mas que há uma luta absolutamente imparável contra a corrupção, não duvidem", ressaltou.

Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou um relatório no qual afirmou que a Odebrecht e algumas de suas filiais pagaram aproximadamente US$ 788 milhões em subornos em 12 países, incluindo o Brasil, para obter contratos públicos.

No Peru, a empresa pagou US$ 29 milhões em subornos a funcionários entre 2005 e 2014, anos que compreendem os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016), segundo se desprende do acordo assinado pela companhia com o Departamento de Justiça americano.

O primeiro-ministro do Peru, Fernando Zavala, anunciou na quarta-feira que a Odebrecht não poderá voltar a participar de uma licitação no país e que "nas obras em execução" vão "assegurar a continuidade do serviço, enquanto se realizam as investigações correspondentes." EFE

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