Senadora crítica de Duterte é presa nas Filipinas

Em Manila

  • Noel Celis/AFP

    A senadora filipina Leila de Lima acena para simpatizantes em Muntinlupa City, no subúrbio de Manila

    A senadora filipina Leila de Lima acena para simpatizantes em Muntinlupa City, no subúrbio de Manila

A senadora filipina Leila de Lima, maior opositora do presidente Rodrigo Duterte, se entregou nesta sexta-feira (24) à polícia, no dia seguinte que um tribunal emitiu uma ordem de prisão por supostamente ela ter recebido propinas de traficantes de drogas.

Leila, que passou a noite resguardada no Senado de Manila, se entregou finalmente de forma voluntária hoje, às 8h41 (hora local), acompanhada de seus advogados e políticos próximos, diante de vários jornalistas, que transmitiram ao vivo a ação.

A senadora permanecerá presa de forma preventiva em Camp Crame, sede da Polícia Nacional das Filipinas, em Cidade Quezon, disse aos veículos de imprensa, o porta-voz das forças de segurança, Dionardo Carlos, esperando que o Tribunal de Muntinlupa determine a data do julgamento.

Antes de ser presa, Leila de Lima, que foi secretária (ministra) de Justiça entre 2010 e 2015, aproveitou para se defender diante das câmeras.

"É uma honra ser presa pela causa que defendo", disse Laura, após se autodefinir como uma "prisioneira política" e afirmou que "a verdade vai sair no momento certo".

O tribunal, liderado pela juíza Juanita T. Guerrero, emitiu ontem o mandado de prisão contra a senadora, seu ex-guarda-costa e seu motorista, a pedido da acusação do Departamento de Justiça.

Segundo o Ministério, Leila de Lima recebeu durante seu período no comando da Justiça uma grande quantia de dinheiro de narcotraficantes detidos em prisão em troca de tratamentos favoráveis, como veículos de golfe para transitar pelo presídio ou a realização de concertos.

A senadora enfrenta acusações de suborno indireto, violação da lei anticorrupção e violação do artigo sobre a "venda, comércio, administração, dispensa, entrega, distribuição e transporte" de drogas ilegais.

Somente nesta última acusação prevê penas para os infratores de 12 anos até prisão perpétua, assim como multas de entre 500 mil pesos (US$ 10 mil) e 10 milhões de pesos (US$ 200 mil).
 

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