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Promotoria pede prisão de prefeito na Indonésia acusado de blasfêmia

O governador de Jacarta, Basuki "Ahok" Tjahaja Purnama - Dita Alangkara/AP Photo
O governador de Jacarta, Basuki "Ahok" Tjahaja Purnama Imagem: Dita Alangkara/AP Photo

Em Bangcoc

20/04/2017 06h04

A Promotoria da Indonésia pediu nesta quinta-feira (20) que o prefeito de Jacarta seja preso por um ano, acusado de blasfêmia, no dia seguinte sua derrota nas urnas, onde buscava a reeleição, condicionadas pela tensão religiosa.

Basuki Tjahaja Purnama, um cristão de etnia chinesa conhecido popularmente como Ahok, foi acusado em novembro pela polícia por comentários, em que ele rejeitava algumas críticas de adversários baseados no versículo 51 do Alcorão.

A acusação considerou o considerou culpado de pediu uma pena de um ano de prisão e dois mais de liberdade condicional perante os juízes do tribunal de Jacarta, onde foi retomado o julgamento iniciado em plena campanha eleitoral, segundo o informações do portal "Detik".

Purnama poderia pegar uma pena máxima de cinco anos de prisão por violar o artigo 156 do código penal, que pune "atos de hostilidade e difamação contra religião".

O prefeito se defendeu, afirmando inocência e disse que o vídeo onde aparecia fazendo as controversas declarações tinha sido manipulado e pediu desculpas por ter ofendido os muçulmanos.

O caso contra Purnama foi incentivado por grupos radicais islâmicos, contrários que um não muçulmano governe a capital.

A oposição islamita começou quando Purnama chegou ao cargo em 2014, substituindo Joko Widodo depois assumiu a presidência do país.

A Indonésia é o país com mais muçulmanos do mundo, com 88% de seus 250 milhões de habitantes que professam esta religião, a grande maioria de forma moderada.