Combates em Trípoli deixam 23 mortos e cerca de 30 feridos

Trípoli, 26 mai (EFE).- Pelo menos 23 pessoas morreram e cerca de 30 ficaram feridas nos combates que são travados desde o início da manhã desta sexta-feira em Trípoli entre milícias ligadas ao governo sustentado pela ONU e grupos armados vinculados ao antigo Executivo islamita, considerado rebelde.

Hashim Basir, porta-voz das forças leais ao governo apoiado pela ONU, disse à Agência Efe que os enfrentamentos mais duros acontecem nos bairros de Abu Salim, Hai Damscus, Al Hadba, Salahdine, Hai Akhwakh, Hai Nasir e Bab Ben Ghashir, onde se registrou um grande movimento de tanques e carros de combate.

"Entre as vítimas mortais há vários civis. Alguns dos feridos estão em estado muito grave", acrescentou o porta-voz, motivo pelo qual não se descarta que a cifra de mortos possa aumentar nas próximas horas.

Fontes de Segurança indicaram, por sua parte, que os combates explodiram pouco após o amanhecer entre milicianos do senhor da guerra Haitham al Tajouri e seguidores de Khalifa Al-Ghawiel, o líder do chamado governo de salvação nacional, afastado do poder em 2014.

A troca de mísseis e de disparos de artilharia pesada também ocorreu em torno da prisão de Habda, na qual estão detidos membros da antiga ditadura de Muammar Kadhafi, e nos arredores do porto petroleiro de Mellitah, destacaram as mesmas fontes.

"Os agressores tentaram libertar alguns dos presos, mas fracassaram e foram repelidos", completaram.

De acordo com a sua versão, o ataque começou na primeira hora da manhã na área de Abu Salim e seu primeiro objetivo era chegar ao aeroporto da cidade, sob o controle das forças de Al Tajouri, para depois tentar dominar outros locais estratégicos da capital.

A Libia é vítima do caos e da guerra civil desde que, em 2011, a OTAN contribuiu para a vitória dos rebeldes contra a ditadura de Kadhafi.

Na atualidade, dois governos disputam o poder apoiado por distintas milícias: um sustentado pela ONU em Trípoli e outro no leste sob a ascendência militar de Hafter, que domina cerca de 60% do território nacional.

Essa anarquia beneficia grupos jihadistas e máfias dedicadas ao contrabando de combustível, armas e pessoas.

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