Trump pede ao Senado que aprove leis por maioria simples para acelerar agenda

Washington, 30 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pedir nesta terça-feira que o Senado mude suas regras internas para poder aprovar com maioria simples as propostas de sua agenda política, como o projeto de reforma do sistema de saúde, o que reduziria o poder do controle do Congresso.

"O Senado dos EUA deve mudar para 51 votos, imediatamente, e ter a lei de saúde e os cortes de impostos aprovados. Rápido e fácil. Os democratas fariam assim, sem dúvida!", escreveu Trump no Twitter.

Sob as regras atuais, são necessários 60 votos no Senado para aprovar propostas do orçamento federal e os projetos. Os republicanos tem uma maioria simples, com 51 cadeiras, e por isso precisam de apoio de democratas e independentes.

A proposta de reforma da saúde de Trump, que foi aprovada na Câmara dos Representantes, não tem respaldo suficiente no Senado. Vários dos republicanos apoiam os 48 democratas contra o projeto.

Para fazer o projeto passar no Senado, Trump precisaria de todos os votos republicanos e de mais oito democratas.

Não é a primeira vez que Trump defende novas de regras no Senado. Durante as negociações para o orçamento do ano fiscal de 2017, quando vários democratas não mostravam disposição para a aprovar muitas das exigências do presidente, como disponibilizar recursos para a construção do muro com o México, o republicano também sugeriu a mudança no número de votos para passar seus projetos.

Na época, Trump pediu que houvesse um "bloqueio" das verbas do governo em setembro, quando a Casa Branca voltará a realizar negociações orçamentais com o Congresso, para "corrigir o caos" da exigência de 60 votos no Senado para aprovar esse tipo de projeto.

"A razão para o plano negociado entre republicanos e democratas é que necessitamos de 60 votos no Senado que não existem", escreveu Trump no Twitter no último dia 2 de março.

Na época, o presidente destacou a necessidade de eleger mais senadores republicanos nas eleições de 2018 ou reduzir a exigência de apoio no Senado para maioria simples.

Os democratas eliminaram a obrigatoriedade de obter 60 votos no Senado para as confirmações de indicados do presidente para cargos no governo em 2013, após os republicanos terem bloqueado de forma sistemática os candidatos nomeados pelo ex-presidente Barack Obama.

Os republicanos repetiram a dose neste ano para aprovar Neil Gorsuch como novo integrante da Suprema Corte, uma manobra que irritou os democratas e reduziu a possibilidade de acordos em futuros projetos no Senado.

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