Ativistas detidos em fábrica da marca de Ivanka Trump na China são libertados

Pequim, 28 jun (EFE).- As autoridades chinesas concederam liberdade mediante pagamento de fiança a três ativistas detidos no começo do mês por espionagem em uma fábrica que produz calçado para a marca Ivanka Trump, informou nesta quarta-feira a ONG a China Work Watch (CLW).

As famílias dos detidos receberam ontem uma notificação da polícia na qual informava sobre a possibilidade de pagar uma fiança para libertar os ativistas à espera da realização do julgamento, cuja data ainda não foi determinada, segundo apontou a CLW em um comunicado.

A organização, com sede em Nova York, expressou a esperança de que os ativistas recebam um "julgamento justo" e apontou que na opinião dos advogados "as ações que fizeram não são consideradas crimes".

Os ativistas Su Heng, Hua Haifeng e Li Zhao trabalhavam em uma fábrica de Dongguan (província de Cantão) que fornecia calçado para a marca Ivanka Trump e outras conhecidas marcas internacionais.

Durante o tempo que estiveram na fábrica, supostamente espionaram seus companheiros com minicâmeras camufladas em relógios e forneciam "segredos industriais" a "organizações do exterior com o objetivo de obter financiamento", segundo relatou a polícia aos meios de comunicação chineses.

A CLW afirmou no documento divulgado hoje ter enviado duas cartas - uma no final de abril e outra no começo de junho - à Ivanka Trump advertindo sobre as violações de direitos sofridas pelos trabalhadores da fábrica de Dongguan.

"É sua responsabilidade assegurar que os trabalhadores que trabalham para sua marca não sofrem abusos", disse a ONG.

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