Fotografia sugere que aviadora Amelia Earhart pode ter sobrevivido a acidente

Nova York, 5 jul (EFE).- Uma fotografia encontrada no Arquivo Nacional dos Estados Unidos apresenta indícios que a aviadora Amelia Earhart, que desapareceu de forma enigmática em 1937, pode ter sobrevivido após seu avião cair no meio do oceano Pacífico.

Segundo o canal "NBC", a imagem reforça a teoria de vários investigadores segundo a qual a piloto, cujo corpo nunca foi encontrado, não morreu no mar, mas foi "capturada ou detida" pelas autoridades japonesas e levada às Ilhas Marianas.

A fotografia, intitulada "Atol Jaluit", mostra uma mulher de cabelo curto - característico da aviadora -, vestida com calças e sentada de costas em um cais das Ilhas Marshall, perto de um homem que se parece com Fred Noonan, que foi seu acompanhante nessa viagem de volta ao mundo.

Um programa especial que irá ao ar no próximo domingo no canal "History Channel" revelará detalhes sobre esta nova descoberta, que poderia ajudar a esclarecer o mistério em torno do desaparecimento de Amelia, a primeira mulher piloto a cruzar o oceano Atlântico.

Os especialistas da equipe de investigação consideram que a fotografia, que mostra a embarcação japonesa "Koshu" rebocando um objeto que poderia ter o mesmo tamanho do avião de Amelia, pode ter sido tirada por um espião americano que informava sobre a atividade militar japonesa no Pacífico.

"Acreditamos que o Koshu a levou (das ilhas Marshall) a Saipan (nas ilhas Marianas) e que morreu lá quando estava sob custódia dos japoneses (...). Não sabemos como nem quando morreu", disse à "NBC" o produtor executivo do programa, Gary Tarpinian.

Por sua vez, as autoridades japonesas asseguraram que "não têm ciência" de que a aviadora havia estado lá.

O avião em que Amelia viajava transmitiu sua última comunicação em 2 de julho de 1937 e dois anos mais tarde o governo americano encerrou sua busca após concluir que a aeronave caiu no oceano por uma falha mecânica ou por falta de combustível.

No entanto, outros especialistas acreditam que a aviadora conseguiu alcançar o atol de corais de Nikumaroro nas ilhas Kiribati, ao nordeste da Austrália, uma das paradas de sua volta ao mundo, que começou um mês antes em Miami e passou por América do Sul, África, Índia e Tailândia.

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