Manifestantes pró e contra condenação de Lula protestam em São Paulo

São Paulo, 12 jul (EFE).- Manifestantes favoráveis e contrários à condenação em primeira instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protestaram nesta quarta-feira nas ruas de São Paulo, com presença da Polícia Militar, que teve que intervir para evitar possíveis confrontos entre os dois grupos.

Um protesto programado inicialmente para a Avenida Paulista para pedir a renúncia do presidente Michel Temer, também acusado de corrupção, acabou sendo deixado de lado pelas manifestações de simpatizantes e críticos de Lula.

A ação inicial daria continuidade à da última segunda-feira, quando foram queimados na Avenida Paulista bonecos gigantes de Temer, depois do relator do caso contra o relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Sergio Zveiter, ter aprovado a admissibilidade da denúncia contra presidente.

No entanto, a condenação de Lula a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, uma decisão do juiz federal Sérgio Moro, fez com que as duas novas manifestações tomasse conta de uma das principais avenidas da capital paulista.

No fim da tarde, simpatizantes de Lula, convocados pelas centrais sindicais e pelos movimentos sociais, se reuniram nos arredores do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para expressar apoio ao ex-presidente.

A menos de uma quadra, em frente à Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), movimentos contrários a Lula se reuniram para celebrar a condenação, levando bandeiras do Brasil, cartazes a favor de Moro e pedindo a prisão imediata do ex-presidente.

A Polícia Militar de São Paulo, que não informou sobre o número de pessoas nos protestos, realizou bloqueios preventivos para evitar confrontos entre os manifestantes, que não deixaram de trocar provocações durante as cerca de quatro horas de protestos.

A maioria dos movimentos que pressionaram o impeachment da então presidente Dilma Rousseff em 2016 evitou participar dos atos a favor da condenação de Lula, mas promoveu um "panelaço" nas redes sociais. O som das panelas pode ser ouvido em alguns bairros.

Moro também proibiu Lula de ocupar cargo ou função pública por 19 anos, mas a decisão do juiz precisa ser confirmada em segunda instância. Por enquanto, o ex-presidente, que tem expressado vontade de ser candidato, pode disputar as eleições de 2018.

Lula é réu em outros quatro casos relacionados com os escândalos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato.

Outras manifestações em solidariedade de Lula foram convocadas pelo PT em São Paulo. Na quinta-feira, na sede do diretório municipal do partido, está previsto um "abraço coletivo", no qual é esperada a presença do próprio ex-presidente.

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