Democratas convidam republicanos a negociar melhora da lei de saúde

Washington, 28 jul (EFE). - O líder da minoria democrata no Senado americano, Chuck Schumer, chamou os republicanos nesta sexta-feira para negociar uma melhora da lei sanitária atual, horas depois de uma proposta para derrubá-la parcialmente fracassar na Câmara Alta.

"Ninguém disse que o Obamacare (como é popularmente conhecida a lei) é perfeito ou que não precisa ser melhorado. Vamos mudar, vamos melhorar, mas não sem colocar nada no seu lugar", disse Schumer, em coletiva de imprensa.

O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta madrugada com o voto crucial de três republicanos, entre eles o influente e veterano John McCain, uma proposta de lei para revogar parcialmente a reforma da saúde promulgada em 2010 pelo então presidente democrata, Barack Obama. A iniciativa, que foi rejeitada por 51 votos contra e 49 a favor, é considerada quase como a última alternativa do presidente Donald Trump para cumprir essa promessa de campanha, uma obsessão dos republicanos há sete anos.

Schumer parabenizou a "coragem" de McCain e das duas senadoras republicanas que votaram contra, Susan Collins e Lisa Murkowski, e afirmou acreditar que este novo fracasso para Trump representará "um ponto de inflexão" e dará passagem a uma negociação "bipartidária".

"Espero que, vendo que não pôde fazer muito sozinho, faça de maneira diferente", indicou.

Schumer afirmou que primeiro ambos os partidos precisam trabalhar para "estabilizar o mercado de seguros", para depois "sentar e trocar ideias" em "uma série de audiências".

O democrata criticou a resposta de Trump ao voto em mensagens do Twitter, por considerar que não foram "presidenciais".

"(Trump) disse 'vamos deixar que o sistema colapse'. Isso é pequeno, não é o que um presidente faz. Vamos deixar que as pessoas sofram porque estamos irritados. A ideia da sabotagem só vai prejudicar ele os cidadãos", apontou.

Quem também reagiu ao voto no Senado foi o presidente da Câmara de Representantes, o republicano Paul Ryan, que disse estar "decepcionado e frustrado" que o Senado não ser capaz de atingir um consenso, diferentemente da Câmara Baixa, que aprovou a sua própria proposta sanitária para derrogar a Obamacare em maio.

"Mas não devemos no render. Encorajo o Senado a continuar trabalhando para uma solução real que mantenha a nossa promessa", reafirmou Ryan, em breve comunicado.

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