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Condenação de polêmico guru na Índia gera confrontos com pelo menos 12 mortos

25/08/2017 10h25

Nova Délhi, 25 ago (EFE).- Pelo menos 12 pessoas morreram nesta sexta-feira em confrontos com as forças de segurança no norte da Índia depois que um tribunal declarou o guru Gurmeet Ram Rajim Singh, que tem milhares de seguidores no país, culpado por estupro.

"O número de mortos (...) pela violência chega a 12", disse à agência local "PTI" o diretor do hospital civil em Panchkula, onde ocorreram os incidentes.

Além disso, supostos seguidores do guru perpetraram atos de vandalismo em Panchkula e em Sirsa, onde fica a sede central da organização liderada por Singh, ambas no estado de Haryana, e inclusive em Nova Délhi.

"Duas estações (de trem) foram afetadas" em Panchkula, disse o porta-voz da Rede de Ferrovias do Norte da Índia, Neeraj Sharma, às quais atearam fogo, segundo vários testemunhas presenciais.

A rede de ferrovias informou em sua conta do Twitter que 236 trens foram afetados devido à situação na zona.

Um tribunal de Panchkula declarou hoje o controverso guru Rahim Singh culpado pela acusação de estupro.

A polícia tinha desdobrado 50 mil agentes nas cidades de Sirsa e em Panchkula.

O caso contra Singh é relativo a 2002, quando uma de suas supostas seguidoras enviou uma carta anônima ao então premiê da Índia, Atal Bihari Vajpayee, acusando o guru de ter estuprado tanto ela como outras devotas.

O julgamento começou finalmente em 2008, quando duas mulheres decidiram testemunhar contra ele por estupro.