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Rússia adverte contra uso de força e novas sanções à Coreia do Norte

29/08/2017 10h36

Astana, 29 ago (EFE).- A Rússia advertiu nesta terça-feira que a adoção de novas sanções e, o que seria pior, o uso da força contra o regime da Coreia do Norte, é um "caminho para a catástrofe", após o lançamento nesta terça-feira de um míssil norte-coreano que sobrevoou o território japonês antes de cair no Oceano Pacífico.

"Acredito que devemos lutar com todas as nossas forças contra essa opção. Se isto resultar em uma guerra, ninguém vai se perguntar sobre quem é o responsável. Estaremos diante de uma realidade absolutamente nova e as tragédias serão incalculáveis", disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Ryabkov, aos jornalistas em Astana, a capital do Cazaquistão.

O Conselho de Segurança da ONU, que se reúne hoje em Nova York, deve concluir que "as medidas de força são categoricamente inaceitáveis", acrescentou Ryabkov.

"As sanções não dão resultados. Por isso, é importante implementar o mecanismo de solução política do problema nuclear da Península Coreana. Isto implica a intolerância para novas provocações de Pyongyang, mas também para uma escalada militar dos EUA e seus aliados na região", enfatizou Ryabkov.

O número 2 da diplomacia russa lembrou que Rússia e China já ofereceram um projeto que consiste no "duplo congelamento", tanto dos testes nucleares e de mísseis por parte da Coreia do Norte, como das atividades militares dos EUA na região.

A reunião urgente do Conselho de Segurança foi solicitada pelas missões de EUA, Japão e Coreia do Sul, após o lançamento do míssil norte-coreano.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, manteve uma conversa telefônica com o presidente americano, Donald Trump, na qual ambos concordaram em exercer ainda mais pressão sobre a Coreia do Norte.

O lançamento de hoje é o 13º de um míssil balístico por parte do regime norte-coreano neste ano, o primeiro dos quais, realizado em 4 de julho, levou o Conselho de Segurança a aprovar um pacote de sanções contra o regime de Kim Jong-un.

O míssil de hoje, disparado das proximidades da capital norte-coreana, é o primeiro desde 2009 que sobrevoou Japão, depois de percorrer uma distância superior a 2.700 quilômetros e caiu no mar a cerca de 1.180 quilômetros do Cabo Erimo, no extremo nordeste do arquipélago japonês.

O novo teste norte-coreano aconteceu depois que Pyongyang lançou no sábado três projéteis balísticos de curto alcance com direção ao Mar do Japão, e após testar no mês passado dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM, sigla em inglês).