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Ataques de coalizão liderada pelos EUA mataram mais de 2,8 mil civis na Síria

23/09/2017 12h03

Cairo, 23 set (EFE).- Pelo menos 2,8 mil civis morreram em bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos desde o início há três anos de sua intervenção na Síria contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Os números foram divulgados neste sábado pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos. A ONG explicou que há 2.617 vítimas civis, sendo 615 menores de idade e 443 mulheres, que morreram nas províncias de Aleppo, Al Raqqa, Al Hasakah e Deir ez Zor.

Além disso, morreram 154 familiares de membros do EI, entre eles 68 menores de idade e 57 mulheres, na cidade de Al Mayadin, nos arredores de Deir ez Zor.

O Observatório acrescentou que pelo menos 7.163 combatentes do EI foram mortos, a maior parte deles estrangeiros, nos bombardeios. Também faleceram em ataques da coalizão 141 membros da Organização para a Libertação do Levante, a ex-filial da Al Qaeda na Síria.

Por outro lado, segundo o Observatório, as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada por milícias curdas, tomaram o controle de 44.500 quilômetros quadrados do território da Síria, o equivalente a 24% da superfície total do país, nesses três anos.

As FSD contam com apoio de aviões da coalizão, assim como de tropas especiais americanas no terreno.

A coalizão internacional iniciou os bombardeios na Síria em 23 de setembro de 2014, pouco depois de o EI ter proclamado um califado nos territórios controlados pelo grupo na Síria e no Iraque.