Após Maria, ajuda ainda chega a passos lentos a Porto Rico

San Juan, 25 set (EFE).- A conta gotas, a ajuda humanitária vai chegando às regiões mais isoladas de Porto Rico, após a devastadora passagem do furacão Maria, e, com muita lentidão, a população tenta voltar à normalidade, mesmo sem eletricidade. Cinco dias depois da tormenta, a situação, que já era economicamente complicada, ficou muito mais difícil, com as infraestruturas de energia praticamente inoperantes - salvos pontos específicos como hospitais - e as de telecomunicações em precário estado.

O governo da ilha, com Ricardo Rosselló à frente, tenta se multiplicar e fazer com que seu território se reerga. Para isso, também apela aos Estados Unidos, ao qual está unido como estado livre associado, e o presidente americano, Donald Trump, se comprometeu a ajudar e fazer uma visita. Para alguns especialistas, Maria foi o mais poderoso furacão da história.

"Em um primeiro momento, precisamos conseguir os aviões necessários e ter capacidade de chegar às pessoas", disse Rosselló a jornalistas americanos.

Segundo ele, a capital ainda não votou ao normal e nas principais cidades das áreas isoladas o cenário é desolador.

"Precisamos prevenir uma crise humanitária nos Estados Unidos, porque Porto Rico é parte dos Estados Unidos", destacou Rosselló, tentando fazer com que Washington não se esqueça da ilha, onde ainda há milhares de refugiados.

Ele insistiu que, além da ajuda de emergência, Porto Rico precisa de suporte financeiro para começar a reconstrução. Mais tarde, o governador de Porto Rico dará uma entrevista coletiva para falar dos últimos dados e contará com o apoio de Marco Rubio, senador republicano pela Flórida e que tem origem cubana.

Ainda que a situação da infraestrutura elétrica esteja crítica por permanecer praticamente inoperante - o país sobrevive com usinas termelétricas -, o principal hospital já está em funcionando. Perante o colapso, as usinas termelétricas foram acionadas nos primeiros dias, mas existe o receio de que o combustível comece a acabar.

A produção de gelo atrasou exatamente pela falta de combustível, que é procurado de forma desesperada nos postos de gasolina. O Departamento de Assuntos do Consumidor (Daco) informou que 200 caminhões distribuem combustível todos os dias nos postos que estão em atividade, já que muitos estão fechados. O secretário do Daco, Michael Pierluisi, pediu para que à população não vá aos postos de gasolina a não ser que se trata de uma situação de emergência.

Os portos estão operando e as embarcações com alimentos e provisões vão chegando à ilha, assim como funcionários de agências oficiais dos Estados Unidos.

A situação no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em San Juan, é confusa e, apesar de os voos para os Estados Unidos já terem sido retomados, centenas de pessoas - principalmente turistas - ainda não conseguiram embarcar. A previsão é que ainda hoje os voos para outros continentes sejam retomados.

A vice-presidente executiva da Associação de Bancos, Zoimé Álvarez, disse que algumas agências abriram nesta segunda-feira e a expectativa é de que amanhã mais unidades voltem a funcionar.

Para o prefeito de Quebradillas, Heriberto Vélez, o governo criou um clima de tensão ao exagerar no risco de ruptura da Barragem de Guajataca, a principal da zona oeste.

A situação em Porto Rico segue em alerta, e o Serviço Nacional de Meteorologia informou sobre possíveis inundações hoje por causa da passagem de uma tempestade tropical pela ilha.

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