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Justiça holandesa nega recurso de ímã radical proibido de pregar

23/11/2017 11h53

Haia, 23 nov (EFE).- Um tribunal holandês negou nesta quinta-feira o recurso do ímã Fawaz Jneid, proibido de pregar durante seis meses por disseminar ideias jihadistas em bairros de Haia, e assumiu as conclusões do relatório do Ministério da Justiça que considera que ele é uma "ameaça para a segurança nacional".

Os juízes consideraram o recurso de Jneid "infundado" porque não deu permissão ao tribunal para avaliar um relatório secreto do Ministério de Justiça, que foi a base legal para ele ser proibido de oferecer os serviços religiosos. Uma mudança na legislação holandesa, feita em março, permite à Coordenadoria Nacional de Combate ao Terrorismo impor este tipo de proibição a pessoas associadas a atividades terroristas ou que as apoiam.

Este veto foi feito a pedido da prefeita de Haia, Pauline Krikke, porque Jneid predicou por meses uma versão do radical Islã numa livraria da cidade, que só tinha licença para funcionar como estabelecimento comercial. Segundo o tribunal, a loja ficava em um bairro onde moram jovens "suscetíveis a ideias radicais".

Um relatório da Polícia de Haia citado na sentença classifica Jneid como uma pessoa com "papel proeminente no movimento salafista" e que usa em seus sermões a mesma retórica "utilizada pelos jihadistas".

Em 2012, Jneid, que tem passaporte com dupla nacionalidade holandesa/síria, foi suspenso de uma mesquita de Haia por fazer casamentos muçulmanos ilegais.