Embaixada dos EUA nega bombardeio de campo de refugiados no Paquistão

Islamabad, 25 jan (EFE).- A embaixada dos Estados Unidos em Islamabad qualificou nesta quinta-feira como "falsa" a afirmação do governo do Paquistão de que forças americanas tenham bombardeado um campo de refugiados em solo paquistanês, após um ataque com um drone em que morreram dois supostos membros da Rede Haqqani.

"A afirmação de ontem em um comunicado do Ministério de Relações Exteriores de que forças dos EUA atacaram um campo de refugiados na agência (demarcação tribal) Kurram é falsa", indicou em um comunicado o porta-voz da embaixada americana em Islamabad, Richard Snelsire.

O porta-voz não ofereceu mais informação e, quando questionado pela Agência Efe, preferiu não confirmar o ataque com um avião não tripulado que atingiu ontem uma casa nas áreas tribais do noroeste do país, e no qual supostamente morreram dois membros da Rede Haqqani, vinculada com os talibãs afegãos.

O Ministério de Relações Exteriores paquistanês condenou ontem o que denominou como "bombardeio drone" de um campo de refugiados afegãos na agência Kurram, pelo qual responsabilizou diretamente a Missão Apoio Decidido da OTAN no Afeganistão.

Nesse sentido, Islamabad afirmou que essas ações unilaterais "são prejudiciais para o espírito de cooperação entre os dois países na luta contra o terrorismo".

Duas fontes da polícia e da administração local da área de Dapa Mamozai indicaram à Efe que no ataque morreram dois supostos membros da Rede Haqqani.

Washington e Cabul denunciaram durante anos que a Rede Haqqani, uma das principais dentro dos talibãs, se refugia em território paquistanês, algo que Islamabad negou reiteradamente.

Os Estados Unidos suspenderam no último dia 4 de janeiro o programa de Fundos de Apoio à Coalizão (CSF, na sigla em inglês) no Paquistão, que chegava a US$ 900 milhões, até que adote "medidas decisivas" contra grupos terroristas como os Haqqani.

O anúncio aconteceu depois que em 1º de janeiro o presidente americano, Donald Trump, publicou uma dura mensagem no Twitter em que acusava Islamabad de "mentiras e enganos" e de "dar refúgio a terroristas" após receber US$ 33 bilhões dos EUA em 15 anos.

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