Trump tentou demitir procurador que investiga a Rússia, diz jornal

Em Washington

  • Saul Loeb/ AFP

    Roberto Mueller, ex-diretor do FBI e procurador especial do caso que investiga envolvimento russo

    Roberto Mueller, ex-diretor do FBI e procurador especial do caso que investiga envolvimento russo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a demissão do procurador especial do caso que investiga a Rússia, Robert Mueller, mas o advogado da Casa Branca, Donald McGahn, o fez voltar atrás, ameaçando renunciar, de acordo com publicação do jornal "The New York Times".

Este episódio ocorreu em junho de 2017, dias depois que Mueller foi nomeado procurador especial, no dia 17 de maio, segundo confirmaram ao jornal nova-iorquino quatro fontes sob condição de anonimato.

Trump, descontente com a nomeação de um procurador independente para liderar a investigação russa, alegou que Mueller tinha até três conflitos de interesse por seu trabalho como advogado que o desqualificava de sua nova responsabilidade.

Em maio, Trump já protagonizou um grande escândalo ao demitir o então diretor do FBI, James Comey, que naquele momento liderava a investigação, assumida depois por Mueller.

Segundo o "NYT", quando ordenou a saída de Robert Mueller, Trump bateu de frente com McGahn, uma pessoa da sua confiança que contratou para a Casa Branca após trabalhar como advogado da sua campanha presidencial.

McGahn ameaçou se demitir, por considerar que a saída de Mueller teria um efeito "catastrófico" na presidência de Trump e que, além disso, levantaria ainda mais suspeitas sobre o possível envolvimento do Kremlin com seu cliente.

No final do ano passado, os primeiros resultados da investigação foram constatados com as acusações ao ex-chefe de campanha de Trump, Paul Manafort - em prisão domiciliar desde então -, e Michael Flynn, que foi seu assessor de Segurança Nacional, entre outros.

Na última quarta-feira, antes de viajar para Davos (Suíça), Trump disse estar disposto a ser interrogado "sob juramento" com Mueller, embora seu advogado pessoal, John Dowd, disse à "CNN" que esta decisão será tomada por ele.
 

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