Chefe policial de condado onde ocorreu massacre na Flórida não renunciará

Miami, 25 fev (EFE).- O xerife do Condado de Broward, na Flórida, Scott Israel, afirmou neste domingo que não renunciará ao cargo, como pediu um congressista que o acusou de "incompetência" por conta do ataque na escola de Parkland, onde 17 pessoas morreram.

Em declarações à emissora "CNN", ele afirmou que não deixará o seu posto e destacou o trabalho feito por ele e seu grupo, em resposta à carta que o legislador republicano Bill Hager enviou ontem ao governador da Flórida, Richard Lynn Scott, pedindo a demissão de Israel.

"Só posso assumir a responsabilidade do que sabia. Exerci a minha devida diligência. Dei uma liderança incrível a esta agência", declarou ele ao jornalista Jake Tapper.

Em uma breve nota, o escritório do governador informou esta tarde que solicitou ao Departamento de Aplicação da Lei da Flórida (FDLE) uma investigação independente sobre a resposta policial ao ataque ocorrido na Escola Marjory Stoneman Douglas.

Na carta ao governador, o legislador acusou o xerife de "abandono do dever e incompetência", e mencionou as apurações feitas pela imprensa americana que dizem que, além do agente de reserva na escola, Scot Peterson, outros três oficiais do Escritório Xerife do Condado de Broward (BSO) não entraram no prédio enquanto o massacre acontecia. Há alguns dias, a "CNN" informou que quando oficiais da Polícia da cidade de Coral Springs chegaram à escola no dia do ataque, em 14 de fevereiro, eles encontraram, além de Peterson, outros três agentes da BSO fora do colégio.

Israel afirmou que o seu escritório investiga a conduta dos agentes durante o ataque, no qual o autor confesso, Nikolas Cruz, entrou armado com um fuzil semiautomático AR 15 e disparou de maneira indiscriminada. Segundo a "CNN", o xerife disse ter ficado "indignado" quando soube que o agente de reserva não entrou na escola enquanto ocorria o massacre, que também deixou 20 pessoas feridas. Ele também disse estar investigando as alegações dos outros três oficiais.

Hager, representante do distrito de Boca Raton, salientou na sua carta enviada no sábado sobre 23 ligações feitas ao escritório de Israel para falar de Nikolas Cruz, assim como a supostas visitas feitas ao local onde o jovem morava. Segundo Israel, durante o ataque apenas um oficial esteva na escola. O agente em questão foi suspenso e depois se demitiu.

Sobre as ligações feitas ao escritório para alertar sobre o potencial, Israel disse à "CNN" que uma investigação está aberta para verificar o que ocorreu.

As informações sobre os reiterados alertas sobre a conduta de rapaz antes do massacre, entre elas fotos publicadas nas redes sociais com um arsenal de armas, colocaram o xerife do Condado de Broward em xeque.

Ontem à tarde, uma pequena manifestação pediu a expulsão de Israel do posto que possui na Polícia.

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